Cérebro menor indicaria risco de Alzheimer
  Algumas partes do cérebro afetadas pelo Mal de Alzheimer começariam a encolher até dez anos antes de esta degeneração cerebral incurável ser diagnosticada, segundo um estudo divulgado nos Estados Unidos. Embora sejam resultados preliminares, os pesquisadores consideram que esta descoberta poderá permitir, com a ajuda do IRM (Imagens por Ressonância Magnética), determinar as pessoas com maior risco de desenvolver a doença, muitas vezes hereditária. Eles constataram que os indivíduos com menor espessura do córtex - camada cinza que contém os neurônios, essenciais às funções cognitivas, sensoriais e motoras - representavam um risco maior de sofrer do Mal de Alzheimer. ‘‘Essas medidas são um indicador potencialmente importante das primeiras mudanças no cérebro ligadas ao Alzheimer. Além de ajudar a prever as pessoas com maior risco, pode, talvez, determinar quando a doença vai se manifestar’’, explica o Dr. Bradford Dickerson, da Faculdade de Medicina de Harvard, principal autor do estudo.
(France Presse)


Novo tratamento contra esquizofrenia
  Um grupo de pesquisadores americanos descobriu que as células epidérmicas podem se tornar poderosas ferramentas para tratar uma das mais enigmáticas doenças da mente, a esquizofrenia, segundo um estudo publicado recentemente pelo site da revista britânica Nature. Os cientistas coletaram amostras de células epidérmicas de pacientes esquizofrênicos e as fizeram ‘‘regredir’’ para um estado mais primitivo e versátil, no qual são chamadas de células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs). ‘‘Utilizando este método, podemos descobrir como um medicamento em particular vai afetar as células cerebrais deste paciente específico, tornando desnecessário que o paciente teste a droga e sofra os efeitos colaterais’’, explicou Gong Chen, especialista da Universidade Penn State, na Pensilvânia. ‘‘O paciente pode ser sua própria cobaia para a definição de seu tratamento, sem precisar experimentar os medicamentos diretamente’’, acrescentou.
(France Presse)


Ultrassom que destrói células cancerígenas
  Um novo aparelho de ultrassom que destrói tumores começou a ser usado no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). O equipamento de última geração usa ondas de alta intensidade, que atingem só o tumor. Elas são direcionadas com auxílio da ressonância magnética. O tratamento dura de três a quatro horas e dispensa cortes. As aplicações clínicas já estabelecidas são para miomas e metástases ósseas. O Icesp já fez seis tratamentos em miomas e vai começar a tratar os tumores nos ossos na próxima semana. A previsão é usar a técnica em pesquisas clínicas para outros tipos de câncer. O Icesp também está desenvolvendo pesquisas para levar remédios ao tumor com auxílio do aparelho. O aparelho, chamado Hifu (ultrassom com foco de alta intensidade, na sigla em inglês), foi desenvolvido por uma empresa israelense. O Estado de São Paulo pagou R$ 1,5 milhão por ele. (Folhapress)



Mundo tem 2,6 mi de natimortos por ano
  Há mais de 2,6 milhões de natimortos por ano no mundo e pelo menos metade dessas mortes poderia ser evitada, de acordo com pesquisa publicada no ‘‘Lancet’’. O levantamento traz números de 193 países em 2009 e 1995. Foram considerados natimortos fetos com mais de 28 semanas ou mais de 1kg. O Brasil ficou em 79º lugar, com dez natimortos por mil nascimentos -queda de 27% em relação a 1995. A principal causa de mortes nos países pobres está relacionada a falta de atendimento de emergência, complicações no parto e infecções maternas. O trabalho foi financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates e pela Organização Mundial da Saúde. Para a epidemiologista Marcia Furquim de Almeida, da USP, a pesquisa mostra que, apesar de a taxa de mortalidade ter caído no Brasil, ainda está longe do ideal. Nos EUA, o índice de natimortos é de três em mil nascimentos. (Folhapress)

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