SUPERAÇÃO -

Outubro Rosa em Londrina: bate-papo sobre prevenção e autocuidado

Evento acontecerá na terça-feira terá participação de servidora municipal, que foi diagnosticada com câncer de mama, passou pelo tratamento e se curou

Reportagem local
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Outubro Rosa em Londrina: bate-papo sobre prevenção e autocuidado
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As pessoas interessadas em tirar dúvidas sobre o câncer de mama e o autocuidado para a prevenção da doença poderão acompanhar o bate-papo na próxima terça-feira (20), às 11h, transmitida pelo perfil de Instagram da DSO -  https://www.instagram.com/dso_londrina/ . A promoção é da Diretoria de Saúde Ocupacional  da secretaria municipal de Recursos Humanos de Londrina e contará  com a participação de duas servidoras municipais: a auxiliar de enfermagem Elizabeth Silva e a psicóloga Luciana Gusmão.


Outubro Rosa em Londrina: bate-papo sobre prevenção e autocuidado
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A auxiliar de enfermagem contará sua história de superação. Em outubro do ano passado, ao fazer o exame preventivo, ela descobriu um tumor maligno na mama direita. Após uma bateria de exames e consultas com mastologista e oncologista, em novembro, passou pela retirada total do câncer e da mama direita. Três meses depois, prosseguiu com a quimioterapia. Hoje, Silva continua com a medicação preventiva e aguarda a colocação da prótese mamária.




“Meu cabelo, que ia até a cintura, caiu; minhas unhas ficaram fracas; meu pé direito adormeceu; meu braço ficou com sequelas; tenho que fazer fisioterapia e tive muitos efeitos colaterais. Passei meses comendo só polenta para não passar tão mal", relata a servidora. "Falo para todo mundo fazer os exames de prevenção, porque eu sempre tive saúde e os médicos me falaram que, como eu fazia os exames todos os anos, consegui diagnosticar o câncer de mama bem no início e isso foi muito positivo para a minha recuperação e para minha vida”, ressalta.


"Hoje, mais do que nunca, eu vejo a importância da prevenção e falo para todo mundo participar das campanhas para fazer as mamografias, que são gratuitas na rede pública de saúde, e ir ao médico com frequência, porque eu sou a comprovação viva de que quanto mais cedo a gente diagnosticar a doença, melhor será o tratamento e maior a estimativa de vida”, observa Silva.


PILARES

Segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), os três pontos considerados pilares para o controle da doença são a prevenção primária, o diagnóstico precoce e a mamografia, que é indicada para mulheres da faixa etária entre 50 e 69 anos. 


A prevenção do câncer busca reduzir os riscos de se desenvolver a doença. Entre as medidas preventivas recomendadas, estão a adoção de um modo de vida saudável, com uma dieta balanceada, e a prática regular de atividades físicas. Também é importante evitar o consumo de bebidas alcoólicas e o tabagismo, assim como prevenir a obesidade e o aparecimento de doenças cardiovasculares e respiratórias.


A diretora de Saúde Ocupacional da SMRH, Liz Dayane Paludetto Rodrigues, explicou que a iniciativa de realizar a roda de conversa faz parte das ações do Outubro Rosa, campanha de conscientização sobre o câncer de mama. "Esperamos que possam ajudar na conscientização das pessoas sobre a importância do autocuidado e dos exames preventivos”, reforçou.,


MAIS INFORMAÇÕES

Com o exemplo da auxiliar de enfermagem, a live tem o objetivo de alertar as mulheres e os homens sobre os cuidados que podem ser colocados em prática no dia a dia e mostrar que é possível superar a doença. O câncer de mama representa 25% de todos os cânceres que afetam as mulheres no Brasil. De acordo com o Inca, entre os sinais mais comuns estão o aparecimento de nódulos endurecidos, fixos e indolores; o aspecto avermelhado ou assemelhado a uma casca de laranja da pele da mama; alterações nos mamilos e saída espontânea de líquido de uma das mamas. Também podem aparecer nódulos no pescoço ou nas axilas.


O surgimento do câncer de mama está relacionado a vários fatores, como o envelhecimento natural do corpo; eventos relacionados à vida reprodutiva das mulheres, como a gestação, a amamentação e a chegada da menarca e da menopausa; histórico familiar de câncer de mama; consumo de álcool; excesso de peso; falta de atividade física e exposição à radiação ionizante.


As mulheres na faixa etária entre 50 e 69 anos devem fazer mamografia de rastreamento a cada dois anos, pois esse exame ajudar a identificar o câncer antes que os sintomas surjam.





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