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Londrina

Saúde

m de leitura Atualizado em 29/03/2022, 15:49

Outono: 'temporada' de alergias respiratórias

Crises de rinite e asma, principalmente, tornam-se mais comuns devido às mudanças ambientais; otorrino dá dicas sobre prevenção

PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 30 de março de 2022

Reportagem local
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Com a chegada do outono também começa a temporada das alergias respiratórias. Crises de rinite e asma, principalmente, tornam-se mais comuns devido às mudanças ambientais, que influenciam o sistema respiratório. “A floração outonal de algumas plantas pode desencadear sintomas em pessoas com alergias a pólens, assim como a mudança de clima pode irritar a mucosa respiratória de pessoas suscetíveis e desencadear as crises de rinite”, explica Mariele Bolzan Lovato, médica otorrinolaringologista do Hospital São Vicente Curitiba.

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. |  Foto: iStock
 

ABRIR A CASA

Uma medida preventiva é evitar abrir a casa nos períodos do dia com maior polinização. “Os horários com maior concentração de pólen no ar costumam ser no início da manhã, até as 10h, e nos finais de tarde, até 19h. Hoje, muitos aplicativos de meteorologia indicam esses períodos”, observa a otorrinolaringologista. Se possível, ainda é recomendado não praticar exercícios físicos ou se expor ao ar livre nesses horários.

LIMPEZA

Outro fator importante é a limpeza de aquecedores e de filtros do ar-condicionado para que não espalhem “sujeira” pelo ar. “Muitas pessoas costumam atribuir que ficaram doentes devido ao ar frio, pode acontecer, sim, mas muitas vezes é o ‘ar sujo’ que desencadeou uma rinite”, explica Lovato.

A limpeza deve se estender por toda a casa, mas evitando vassouras, com a utilização de panos úmidos. Arrumar a cama todo dia também é uma forma de proteção, pois colocar uma colcha ou cobre leito na cama durante o dia, tirando na hora de dormir, ajuda a diminuir a quantidade de alérgenos em travesseiros e lençóis.

TRATAMENTOS

Mas, existem ainda tratamentos que ajudam a tentar evitar crises constantes de rinite e asma. Vacinas podem ser indicadas em alguns casos, assim como a Imunoterapia Alérgeno Específica, que induz o organismo a não reagir aos tipos de pólens que a pessoa tem alergia, especialmente nos casos de rinite.

 “O tratamento com imunoterapia é feito por meio de medicações manipuladas e tem duração de três a cinco anos, com resultados que podem durar de cinco a 15 anos. Se você tem crises intensas passará a ter crises mais leves ou até passar a não tê-las”, esclarece a médica otorrinolaringologista.

RINITE, GRIPE OU COVID?

Secreção no nariz, obstrução nasal, coceira, leve dor de cabeça e garganta e sensação de febre costumam ser sintomas de rinite, porém podem indicar um resfriado, gripe ou até Covid-19. Por isso, em casos de crises é sempre recomendado procurar um atendimento médico para fazer o diagnóstico e tratamento correto, assim como evitar complicações.

Segundo a médica otorrinolaringologista, quando não controladas adequadamente, crises de rinite podem evoluir para sinusite bacteriana e necessidade de uso de antibiótico ou até para crises de asma, exigindo um internamento hospitalar. “Gripes também podem evoluir para pneumonia viral e bacteriana de forma grave e necessitarem de internamento hospitalar”, alerta.

Embora a pandemia da Covid-19 esteja mais controlada, a especialista lembra que as medidas de prevenção não podem ser deixadas de lado, já que são as mesmas para evitar justamente gripes e resfriados. “Mantenha os ambientes arejados, evite aglomerações, procure não ficar tocando os olhos e higienize sempre as mãos com sabão ou álcool em gel”, aconselha. (Com informações do Hospital São Vicente)

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