O intenso calor do verão definitivamente é sentido na pele. Mesmo que por um período curto, o fato é que se expor ao sol sem proteção tem sido mais nocivo à pele devido a incidência cada vez mais agressiva dos raios ultravioletas.
Diante disso, os cuidados já conhecidos, como evitar a exposição excessiva entre 10h e 16h, ingerir bastante água e usar protetor solar, devem ser seguidos à risca, uma vez que a pele não esquece as agressões sofridas ao longo dos anos.
Os danos imediatos são as queimaduras solares, classificadas em graus. O dermatologista Walter Campos comenta que o primeiro grau é quando perdemos algumas camadas da epiderme. A aparência é de vermelhidão e muitas vezes a pessoa não sente nada.
Quando a pele começa a descamar, o quadro já se configura em segundo grau. Já no terceiro e mais grave, há sangramento, formação de bolhas, dor e muita ardência. Mas apesar das queimaduras solares variarem de intensidade, os graus mais comuns (1º e 2º) exigem o mesmo cuidado.
A principal recomendação é a hidratação da pele. "O creme vai formar uma fina película sobre a pele e impedir que a água evapore. É preciso renová-lo a cada duas horas", orienta. Beber muita água também é indispensável. "O ideal é de dois a três litros por dia, pois a transpiração é uma forma da água chegar à superfície da pele", completa.
Campos afirma que a babosa (Aloe Vera) também pode ser eficaz na hidratação, assim como o óleo de girassol puro. Já as compressas frias ajudam a aliviar o vermelhidão. "Eles podem ser umedecidos com chá de camomila gelado. Porém, todas essas medidas não descartam a ingestão de líquidos e aplicação de creme hidratante", ressalta.
A mesma recomendação se estende aos demais produtos como os géis pós-sol. "Muitos são um apelo para o consumo, mas podem ser úteis", observa.
Mas o sol não é apenas um vilão. Segundo Campos, o sol estimula a produção de vitaminas A, D, K e E. "Ele faz bem desde que não seja exagerado. Digo que quando a pele começar a arder é a hora de buscar uma sombra, caso contrário, os efeitos já provocarão um dano celular", diz.
Também é fato que cada pessoa tem um fototipo de pele. Os tipos 2 e 3, que são pele clara, olhos e cabelos pouco escuros, típicos da raça brasileira, devem se expor ao sol gradativamente para que a pele crie uma camada de melanização.
"A melanina é a resposta que nosso organismo faz à intensidade excessiva de sol que está penetrando", explica. Sendo assim, os indivíduos do tipo 1, com pele, olhos e cabelos claros, demoram muito para se bronzear e têm maior propensão ao dano celular e envelhecimento da pele. "Já os mulatos e negros produzem essa melanização com rapidez", diz.

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