Orientação médica e cuidados já conhecidos
Como os testes clínicos ainda não foram realizados em humanos, não é possível afirmar quais serão os caminhos do composto fexaramine. Porém, na opinião do endocrinologista Walmir Coutinho, se os resultados forem semelhantes aos camundongos, possivelmente poderá ser usado por qualquer paciente que precisa emagrecer. "Respeitando claro, os princípios gerais de que os remédios para emagrecimento são recomendados para pessoas que têm Índice de Massa Corpórea (IMC) acima de 30", salienta.
Ele ressalta também que não haverá prejuízos em relação aos nutrientes, já que a pessoa não deixará de comer. "O remédio vai ser um componente a mais dentro de um programa de mudança de estilo de vida", completa. Os próprios cientistas reforçam que a droga, se aprovada, deverá ser administrada sob orientação de um médico e atuará em conjunto com um estilo de vida saudável. Isso significa que realmente não existe "milagre". Mesmo com o uso da pílula, as pessoas deverão seguir as receitas já conhecidas, como praticar atividade física e manter uma alimentação balanceada.
Caso as pesquisas evoluam para a aprovação, o endocrinologista acredita que a fexaramine estará no mercado entre cinco e dez anos e os investimentos iniciais serão altos. "O custo para desenvolver um medicamento novo é de mais ou menos US$ 1 bilhão e a empresa que tem a patente terá um prazo de mais ou menos dez anos para lucrar. Portanto, mesmo que essa molécula não custe caro para ser sintetizada, será preciso amortizar esse investimento", observa.




