Opção apenas para pacientes refratários
A Terapia VNS é indicada somente para pacientes com epilepsia de difícil controle. Portanto, para que ela seja uma opção ao tratamento, o indivíduo deverá ter passado por várias associações e doses dos medicamentos, definidos pelo médico neurologista.
"Até um momento em que ele está com a dose máxima em todos os remédios e continua fazendo crise convulsiva. É o caso do paciente implantado em Londrina. É preciso esclarecer que paciente epiléptico controlado por remédio, não é candidato ao VNS", ressalta Dias.
O estimulador pode ser implantado tanto em adultos quanto crianças, que inclusive respondem melhor aos efeitos. Hoje, em todo o mundo estima-se que a epilepsia atinja de 0,5 a 1% da população pediátrica.
Ainda de acordo com o neurocirurgião, a intervenção cirúrgica requer um corte pequeno na região do pescoço e no peito, próximo à clavícula, onde será implantada a bateria, que tem duração aproximada de cinco anos. Após esse período é feita uma troca.
"O monitoramento do estimulador é feito por telemetria, possibilitando ao médico controlar uma série de variáveis. Vale lembrar ainda que mesmo com o implante, os medicamentos são mantidos", acrescenta.
Todo paciente terá uma carteira de portador que deverá ser apresentada em estabelecimentos com portas giratórias. Aparelhos eletrônicos em geral não afetam o gerador, mas para a realização de alguns exames, como por exemplo ressonância, o médico deverá consultar o manual do médico da Terapia VNS para checar as recomendações.
De acordo com o neurocirurgião, a cobertura para o implante e o estimulador é obrigatória nos planos de saúde e o procedimento também é possível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde que haja um credenciamento do hospital, em geral, os universitários. "Muitos acabam conseguindo por via jurídica", revela. (M.O.)




