Ofensiva de Trump contra vacinas contradiz 'décadas de evidências científicas'
Iniciativa do presidente dos EUA de reduzir a imunização infantil surge num momento em que o país enfrenta seu pior surto de sarampo em 35 anos
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quarta-feira, 12 de agosto de 2026
Iniciativa do presidente dos EUA de reduzir a imunização infantil surge num momento em que o país enfrenta seu pior surto de sarampo em 35 anos
France Presse 

Genebra, Suíça -A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta quarta-feira (12) que a tentativa do presidente americano Donald Trump de reformar a política de vacinação infantil nos Estados Unidos vai contra "décadas de evidências científicas".
Trump assinou na segunda-feira um decreto no qual pede para espaçar a aplicação em crianças. Ao apresentar o texto, o magnata americano apresentou várias vezes uma suposta ligação entre as imunizações e o autismo, apesar da falta de evidência científica a esse respeito.
Seu secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., conhecido por sua oposição às vacinas, vem defendendo há anos uma teoria desacreditada que relaciona a vacina contra a rubéola ao autismo.
No entanto, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, insistiu que “a ciência é inequívoca”. As vacinas “são seguras e não causam autismo”, afirmou em uma mensagem publicada na rede social X.
“Nos preocupa que as mudanças recentes na política de imunização dos Estados Unidos não estejam alinhadas com décadas de evidências” científicas, acrescentaram.
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A iniciativa de Trump surge num momento em que os Estados Unidos enfrentavam o seu pior surto de sarampo em 35 anos.
A comunidade científica sustenta que não existe evidência que relacione as vacinas ao autismo, uma teoria que, no entanto, Kennedy continua promovendo.
Desde que assumiu o cargo, o secretário de Saúde promoveu uma ampla revisão das vacinas utilizadas há décadas, alterou o calendário de aplicação infantil e prejudicou fundos destinados ao desenvolvimento de novos imunizantes, medidas que têm sido amplamente criticadas pela comunidade médica e científica.
Tedros Adhanom Ghebreyes procurou tranquilizar os pais e lembrou que “as vacinas são uma das ferramentas mais poderosas” para proteger as crianças e prevenir doenças potencialmente fatais.



