''O resultado é compensador''
Depois de ter conquistado uma carreira estável, a comerciante Marlene Serafim Moreno iniciou as tentativas para engravidar em 2006, aos 29 anos. Como o resultado não veio no prazo de um ano, resolveu procurar ajuda médica.
Na clínica, descobriu que tinha ovário policístico e iniciou o tratamento para induzir uma gravidez. Sem alcançar o resultado que esperava, parou com o tratamento depois de 6 meses. ''Troquei de médico e recomecei por mais seis meses no ano seguinte (2008) e engravidei no final daquele ano, mas em janeiro de 2009 tive um aborto espontâneo'', lembra.
Com a perda do bebê, Marlene, que era bancária na época, diz ter pensado em dar início ao processo de adoção, depois de muitas conversas com o marido, o empresário André Moreno. ''Deixei o emprego no banco, abrimos um comércio, recomecei o tratamento por mais três meses, parei novamente e nada (de engravidar)'', conta. ''O mais engraçado é que todas à sua volta parecem engravidar e você continua tentando'', brinca.
Quando tudo parecia perdido - e apenas o desejo de ser mãe mantinha o sonho vivo -, veio a surpresa. ''Já tinha desencanado de vez e em agosto de 2009 descobri que estava grávida. Comecei a me cuidar ainda mais para realizar meu sonho'', conta. Marlene explica que a gestação foi tranquila, exceto por um sangramento ao três meses, resolvido sem danos ao feto.
A comerciante relata que em determinados momentos as pessoas sugeriram que ela deixasse de tentar engravidar, mas essa lembrança é logo esquecida quando olha para o pequeno Teodoro, de 1 ano e dois meses. ''As coisas nem sempre saem como queremos. Se alguém tem mesmo o sonho de ser mãe, que escolha bem o que vai priorizar e nunca desista. No final, o resultado é compensador'', aconselha.
Hoje, aos 35 anos, Marlene planeja mais um filho, mas já sabe que pode não ser fácil. Caso não consiga naturalmente, pensa em retomar os planos de adoção.




