O poder dos alimentos do bem
PUBLICAÇÃO
domingo, 02 de outubro de 2011
Fernanda Borges <br> Reportagem Local 
Já se sabe que nem tudo o que comemos faz bem para a saúde. Alguns tipos de alimentos - e a maneira de prepará-los - podem se tornar agressivos ao organismo, além de não proporcionar uma nutrição adequada. Especialistas afirmam que quanto mais natural a alimentação melhor. Além disso, trocar os industrializados pelos integrais também faz toda a diferença, principalmente por causa da quantidade de sódio e outros aditivos químicos presentes nos enlatados e outros prontos.
De acordo com a nutricionista Maria Helena Paiva Pereira, é preciso dizer ''não'' aos alimentos com alto potencial alergênico, como por exemplo, os laticínios, cereais refinados, glúten, corantes, açúcares, adoçantes e álcool.
A profissional relacionou uma lista com os dez ''piores'' alimentos para a saúde. Entre eles estão: margarina, açúcar, refrigerante, caldos e temperos industrializados, embutidos, refeições prontas congeladas, biscoitos recheados, salgadinhos, frituras e churrasco.
''Uma boa opção para substituir a margarina são os óleos de coco, pasta de gergelim ou o patê de tofu. A maior parte das margarinas é elaborada com óleos vegetais líquidos e ácidos graxos ou óleo vegetal hidrogenado. Estas gorduras são prejudiciais, já que promove aumento dos níveis de LDL-colesterol e aumenta o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares'', aponta.
Já bastante conhecido pelos seus riscos para a saúde, o açúcar, em especial o refinado, é 100% calórico. Segundo Maria Helena, além dele não ter valor nutricional algum, quando consumido em excesso, é armazenado sob a forma de triglicérides, aumentando o risco do desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
''Entre as bebidas, o refrigerante possui muitas substâncias artificiais em sua composição, além de contar com grande quantidade de fosfatos que, em excesso, provocam o enfraquecimento dos ossos através da liberação do cálcio. Por isso, na hora de escolher algo para beber, o ideal é ingerir bastante água, sucos, chás naturais e, principalmente, a água de coco que é rica em sais'', diz.
Temperos e caldos
Entre os temperos e caldos industrializados, a especialista explica que todos contém altos teores de sódio. Já os embutidos, inventados para facilitar as preparações e aumentar o prazo de validade do alimento, possuem alto teor de gordura saturada em relação à carne natural. De acordo com a nutricionista, essas gorduras são consideradas ruins e, em excesso, trazem riscos à saúde, pois estimulam o aumento dos níveis de colesterol, elevando o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
''Nestes produtos encontramos também conservantes, como o nitrito e o nitrato, substâncias que quando consumidas em excesso podem favorecer o desenvolvimento de câncer. Os corantes têm por função colorir os alimentos, para fornecer uma aparência mais agradável e apetitosa, porém podem ocasionar alergias e problemas no estômago'', aponta.
Aperitivos
Biscoitos recheados e salgadinhos bastante consumidos entre os intervalos das refeições contêm considerável quantidade de gorduras saturadas e outros aditivos químicos. Maria Helena sugere que esses alimentos sejam substituídos por cookies integrais (feitos com farinha de trigo) que são fontes de fibras, vitaminas e minerais. Também podem ser consumidos amendoins e demais sementes que são fontes importantes de outros nutrientes. Mais uma opção, segundo ela, é evitar aperitivos ou qualquer outro tipo de alimento preparados com muita gordura e substituí-los por cozidos, assados, grelhados ou refogados.
''A fritura faz com que ocorram alterações químicas no óleo utilizado, deixando de ser uma fonte de gordura insaturada (no caso dos óleos vegetais), fundamental para nossa saúde, dando lugar à gordura saturada, que em excesso pode causar diversas doenças. Para aqueles que gostam de passar o final de semana em churrascos, é melhor ter cuidado. Durante a preparação, a fumaça do carvão libera alcatrão e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos, substâncias com alto potencial cancerígeno'', finaliza.

