No Brasil, de acordo com Deborah Malta, coordenadora geral de Vigilância de Agravos e Doenças Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, houve uma redução de quase 20% entre 1996 e 2007 nas taxas de mortalidade por doenças não transmissíveis (DNT). O cenário é atribuído à expansão da Saúde Básica, à melhoria da qualidade dos serviços de saúde e a uma redução no consumo de tabaco. De 1989 a 2010, conforme a coordenadora, as taxas de tabagismo diminuíram de 34,8% para 15,1% no País.
As reduções nas taxas de mortalidade foram especialmente notadas nas doenças cardiovasculares e doenças respiratórias crônicas, mas a diminuição de mortes relacionadas a DNT entre 1996 e 2007 foi menos acentuada nas áreas mais pobres das regiões Norte e Nordeste do Brasil, que são as regiões com as maiores taxas de óbito por essas patologias.
Ela ressaltou que antes mesmo da mobilização da Organização Mundial de Saúde (OMS) com relação à redução da mortalidade por DNT, o Brasil desenvolveu o Plano de Ações Estratégicas Para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis, com validade entre 2011 e 2022. Deborah reforça que o plano aborda os quatro principais grupos de doenças não transmissíveis e seus fatores de risco modificáveis: tabagismo, abuso de álcool, inatividade física, alimentação inadequada e obesidade. O plano também destaca a importância de focar em grupos desfavorecidos e vulneráveis, como as populações de baixa renda, de baixa escolaridade e minorias étnicas.
Também no Brasil, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) em colaboração com a Sociedade Interamericana de Cardiologia (SIAC), a Associação Americana do Coração (AHA), a Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC) e a Federação Mundial do Coração (WHF) lançaram em novembro de 2012 a ''Carta do Rio''.
A declaração reconhece a importância dos compromissos da Declaração Política da Reunião de Alto Nível das Nações Unidas sobre DNT e apoia os esforços para ''grupos populacionais específicos no Brasil e nas Américas alcançarem a meta mundial de redução de 25% em mortalidade prematura por doenças não transmissíveis até 2025''. (C.A.)

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