Segundo a Associação Brasileira de Amigos e Familiares de Portadores de Hipertensão Pulmonar (Abraf), 76% dos brasileiros desconhecem a hipertensão pulmonar tromboembólica crônica (HPTEC). Ao todo, 2.100 pessoas responderam as perguntas feitas em sete capitais (Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Recife). A pesquisa foi feita em parceria com o Grupo Bayer. Em Curitiba, o índice de desconhecimento chegou a 80%.
Os pesquisadores da empresa alemã desenvolveram um medicamento para o tratamento de pacientes diagnosticados com HPTEC. A coordenadora do Serviço de Hipertensão Pulmonar da Irmandade Santa Casa de Porto Alegre, Gisela Martina Meyer, ressalta que, há 20 anos, apenas o transplante de pulmão era considerado uma solução para esses pacientes. "A doença tem alta mortalidade e a maioria das pessoas morria na fila de espera", lembra.
Segundo ela, a cirurgia não é possível em 40% dos casos. "O diagnóstico é sempre sombrio para o paciente e afeta as famílias também com a mudança na rotina", ressalta. O medicamento denominado Adempas (riociguate) é indicado para quem não pode passar pela cirurgia ou quando a doença persiste mesmo após o procedimento. Durante a pesquisa desenvolvida desde 2004, voluntários apresentaram melhoras na qualidade de vida após 16 semanas de uso contínuo do medicamento.
O Adempas já está disponível em 42 países. No Brasil, ele foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pode ser adquirido por meio de distribuidoras. A intenção da empresa é incluir o produto na lista de itens fornecidos gratuitamente pelo SUS. Durante o tratamento, o paciente precisa ingerir um comprimido a cada 8 horas. No entanto, o produto custa R$ 13 mil com quantidade suficiente para um mês de tratamento. (V.C.)

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