Se a vontade da paciente deve ser respeitada, desde que não haja risco para ela e para o feto, a saúde do bebê também deve ser uma prioridade. Para o pediatra e presidente do CRM-PR, Maurício Ribas, essa preocupação deve ser mais propalada. "Tudo tem que ser feito com critério, mas basicamente preservando a saúde do bebê".
A ginecologista e obstetra Inês Sanches explica que o modo que a criança nasce é importante para saber como será a saúde dela no futuro. "Em um parto normal bem acompanhado, monitorado, não se espera por uma complicação para a indicação de uma cesariana. Mas para eu dizer que a paciente não pode ter um parto normal, tenho que esperar ela entrar em trabalho de parto", afirma.
Inês ressalta ainda que da 36ª à 40ª semana, esse acompanhamento deve ser semanal. "Se o colo está fechado, se o bebê ainda não insinuou que vai nascer e a mulher está já com 40 semanas, não há necessidade de interromper a gestação. A gente pode monitorar mais alguns dias. Hoje a tecnologia é bastante avançada para sabermos se essa mãe e o bebê estão bem", comenta.
Cerca de 90% dos bebês vão nascer até 40 semanas, mas o prazo, de acordo com a médica, não é um impedimento para o bebê permanecer na barriga da mãe. Em relação ao tamanho do bebê, Inês diz que só será indicada a cesárea se ele não for proporcional ao tamanho da mãe. "Se a mãe tem 1,70 metros, uma pelve boa e com tudo em conformidade para que o bebê nasça sem risco, não vejo nenhum impedimento", conclui. (M.O.)

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