No dia 6 de janeiro deste ano foi publicada no Diário Oficial da União a resolução do Conselho Federal de Medicina que regulamenta as técnicas de Reprodução Assistida (RA). Nela constam algumas alterações com relação ao documento até então vigente.
O secretário geral do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), Helcio Bertolozzi Soares explica que as normas são de 1992, mas no ano passado sofreram algumas alterações. ''A resolução dá todo o andamento da área da reprodução humana'', diz o médico ginecologista.
Entre os principais pontos estão o atendimento a casais homoafetivos e uma especificação mais detalhada sobre o uso da RA, pós morten. ''Ainda não se pode definir, altura, cor dos olhos ou sexo da criança. Evidentemente, há exceção se os pais tiverem alguma doença ligada ao sexo'', argumenta Soares.
Com quase 40 anos de profissão, Soares defende que as normatizações e os conselhos servem para auxiliar os casais a atingirem o objetivo de ter filhos. ''O casal precisa conhecer as normas e os riscos a que estão expostos quando optam pela utilização da RA. É bom que se tenha um documento assinado com todas essas especificações'', destaca.
Especialista na área de reprodução, o médico ginecologista Renato Koike vê com bons olhos as alterações na resolução. ''Essas mudanças adequam a nossa área ao que vive a sociedade atual como no caso de relacionamentos homoafetivos. Toda a mudança que vem para nos dar embasamento e segurança na hora de realizar um tratamento como este é bem-vinda'', opina. (V.F.)

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