Novos exames estão sendo desenvolvidos a fim de facilitar o diagnóstico do câncer de próstata. O exame tríplice - que inclui ultrassom, doppler e elastografia - é um deles. A ultrassonografia deste exame permite o rastreamento de áreas com texturas alteradas suspeitas de câncer, o estudo com o doppler possibilita identificar áreas de vascularização anômalas na próstata e a elastografia rastreia áreas de consistência aumentada.
O professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador do setor de próstata do departamento de Urologia da Sociedade Brasileira de Urologia, João Manzano, explica que este exame possibilita a diferenciação de nódulos malignos de benignos, no entanto, ele ainda não está validado para uso rotineiro. "Por enquanto está sendo utilizado em alguns centros em caráter de pesquisa", destaca.
De acordo com Manzano, há outras tecnologias que mostram melhores resultados do que este tipo de ultrassom. "Percebemos que há muito desenvolvimento de pesquisas na área de ressonância magnética", lembra. O médico explica que a ressonância é indicada porque possibilita a detecção da área suspeita e aponta o local exato da próstata onde a biópsia deve ser realizada. "A ressonância ajuda a fazer uma biópsia com maior precisão", complementa o professor. (M.A.)

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