Pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Unesp de Araraquara desenvolveram uma tecnologia que compreende uma nova classe de compostos ativos contra o bacilo da tuberculose e seu processo de obtenção. Segundo a TB Alliance Annual Report, a descoberta é histórica porque há mais de 40 anos não é desenvolvida uma nova droga contra a doença.
Além de representar uma alternativa mais prática e econômica, o tratamento pode ser eficaz em pacientes com infecções resistentes as drogas atuais.
Testes laboratoriais confirmaram sua eficácia. Os compostos desenvolvidos mostram-se eficientes, in vitro, contra o principal agente causador da tuberculose. Outra vantagem seria a redução do tempo e da quantidade de pílulas ingeridas, o que reduz também o abandono da terapia. O tratamento incompleto favorece o aparecimento de novos casos da doença resistente, o que aumenta drasticamente os gastos com o tratamento e a mortalidade da população. O pedido de patente da tecnologia foi depositado pela Agência Unesp de Inovação (AUIN).
A tuberculose é uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch (outras espécies de micobactérias, como as Mycobacterium bovis, M. africanum e M. microti também podem causar esta doença). Além dos pulmões, a doença pode acometer órgãos como rins, ossos, meninges e outros.
A doença é a infecção mais comum entre pessoas que vivem com HIV ou AIDS, resultando na morte de um terço dos pacientes com essa condição. Segundo estimativas da OMS, a tuberculose mata uma pessoa a cada 20 segundos, aproximadamente 5 mil pessoas por dia. Só no ano de 2008, 1,8 milhão faleceram vítimas da doença. Anualmente, 9,2 milhões de pessoas contraem a doença, sendo aproximadamente 500 mil causadas pela cepa bacteriana resistente (MDR-TB ou XDR-TB).

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