Novo tratamento para tuberculose
PUBLICAÇÃO
domingo, 28 de julho de 2013
Reportagem Local 
Pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Unesp de Araraquara desenvolveram uma tecnologia que compreende uma nova classe de compostos ativos contra o bacilo da tuberculose e seu processo de obtenção. Segundo a TB Alliance Annual Report, a descoberta é histórica porque há mais de 40 anos não é desenvolvida uma nova droga contra a doença.
Além de representar uma alternativa mais prática e econômica, o tratamento pode ser eficaz em pacientes com infecções resistentes as drogas atuais.
Testes laboratoriais confirmaram sua eficácia. Os compostos desenvolvidos mostram-se eficientes, in vitro, contra o principal agente causador da tuberculose. Outra vantagem seria a redução do tempo e da quantidade de pílulas ingeridas, o que reduz também o abandono da terapia. O tratamento incompleto favorece o aparecimento de novos casos da doença resistente, o que aumenta drasticamente os gastos com o tratamento e a mortalidade da população. O pedido de patente da tecnologia foi depositado pela Agência Unesp de Inovação (AUIN).
A tuberculose é uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch (outras espécies de micobactérias, como as Mycobacterium bovis, M. africanum e M. microti também podem causar esta doença). Além dos pulmões, a doença pode acometer órgãos como rins, ossos, meninges e outros.
A doença é a infecção mais comum entre pessoas que vivem com HIV ou AIDS, resultando na morte de um terço dos pacientes com essa condição. Segundo estimativas da OMS, a tuberculose mata uma pessoa a cada 20 segundos, aproximadamente 5 mil pessoas por dia. Só no ano de 2008, 1,8 milhão faleceram vítimas da doença. Anualmente, 9,2 milhões de pessoas contraem a doença, sendo aproximadamente 500 mil causadas pela cepa bacteriana resistente (MDR-TB ou XDR-TB).

