Outro tipo de queimadura comum no verão são causadas por águas-vivas. O animal do filo Cnidária tem nos tentáculos, células urticantes que liberam minúsculos espinhos que contém uma toxina. Quando essa substância entra em contato com nossa pele provoca uma queimadura química.
Segundo o enfermeiro José Carlos dos Santos Dias, chefe da divisão de Vigilância em Saúde da 1ª Regional de Saúde, a reação vai depender de cada organismo. Ela pode ser leve, com vermelhidão e ardência no local, mas pode se agravar dependendo do grau de contato.
"A primeira medida é buscar um salva-vidas mais próximo. Eles aplicarão vinagre que ajuda a neutralizar a ação da toxina. Outra medida pode ser a água do mar", afirma. Já a água doce, não vai ajudar. Muito pelo contrário. "Ela vai ativar a toxina e a ação será maior", diz.
Também não se deve esfregar ou coçar o local. "Se a queimadura for leve, em cerca de meia hora a pessoa já terá alívio", acrescenta. Do dia 15 de dezembro até a semana passada, o Corpo de Bombeiros havia registrado 2.105 acidentes com água-viva no litoral paranaense.

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