No futebol, preparo físico ajuda a prevenir lesões
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domingo, 13 de julho de 2014
Micaela Orikasa<br> Reportagem Local 
No futebol, uma boa "jogada" vai além dos dribles, defesas e chutes a gol. É preciso ficar atento às medidas de prevenção que podem garantir a atuação em campo. Seja para quem o pratica por lazer, aos finais de semana, ou até mesmo para os profissionais, o importante é adotar práticas para um bom preparo físico.
Apesar de não ser uma novidade para muitas pessoas, a questão é que sendo o Brasil o "país do futebol", as lesões ocorridas dentro de campo são mais comuns do que se imagina. E de acordo com especialistas, elas têm relação direta com o condicionamento físico.
O ortopedista e traumatologista Christiano Saliba Uliana, do Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, afirma que as fraquezas e desbalanços musculares são as principais causas de lesão no futebol e em outros esportes.
Na lista estão aquelas que acometem os membros inferiores, como cintura, coxas, pernas e pés. E de acordo com Uliana, as distensões e entorses são os principais problemas osteomusculares na prática do esporte.
"A distensão muscular ocorre quando um músculo ou o tendão que se prende ao osso é submetido a um esforço que rompe algumas ou muitas fibras musculares e os vasos sanguíneos que as irrigam, dando origem a um hematoma acompanhado de inflamação local", explica, citando que as lesões musculares ocorrem geralmente "na panturrilha e região da coxa, na região posterior, que funciona como desacelerador do membro na hora do chute".
Outra causa frequente nos atendimentos médicos são as entorses conhecidas como torções do joelho e tornozelo. O ortopedista afirma que no tornozelo os traumas durante a disputa de bola ou mesmo quando o atleta muda de direção na corrida podem ainda causar lesões ligamentares.
"Na prática amadora, vemos muitos casos de ruptura do tendão de Aquiles. O atleta sente que levou uma pedrada no tornozelo, e às vezes ocorre um estalo audível", afirma. Já no joelho podem ocorrer graves consequências como a ruptura do ligamento cruzado anterior, lesão meniscal ou mesmo da cartilagem intra-articular.
Apesar das lesões mais comuns afetarem os membros inferiores, no futebol há que se considerar também as cabeçadas. O médico explica que a cabeça contra a bola não costuma ocasionar nenhum tipo de lesão, mas na disputa de bolas altas entre os jogadores pode ocorre um trauma de crânio encefálico. "Quando ocorre este tipo de lesão, é fundamental realizarmos um exame das funções neurológicas, investigando sintomas como tontura, desmaio, náuseas
ou embasamento da visão", salienta.

