NO FUNDO DOS OLHOS - Iridologia ajuda mapear problemas orgânicos
PUBLICAÇÃO
domingo, 27 de março de 2011
Fernanda Borges <br> <br> Reportagem Local 
Desde os primórdios da humanidade, os olhos sempre atraíram o interesse do ser humano. Há quem diga que apenas por um olhar podemos intuir o que se passa na mente de uma pessoa pelo fato desse órgão ser considerado o ''espelho da alma''. No século XIX um médico húngaro passou a observar a íris das pessoas depois de ter descoberto uma mancha num paciente que havia quebrado a perna. Mas, estudos clássicos da medicina oriental afirmam que a técnica já era utilizada há milênios.
O professor de acupuntura Hirashi Kaneshiro, formado pela Academia Livre de Pequim, explica que a iridologia é uma diagnose não reconhecida pela medicina mas que ajuda a identificar pontos importantes referentes ao organismo. Segundo ele, a íris possui um desenho único para cada indivíduo, o que sugere uma influência, ao menos indireta, da diversidade do genoma humano.
''É necessário que a iridologia seja avaliada sobre diversos aspectos. As pessoas confundem muito diagnose com diagnóstico. A diagnose é um conjunto de dados que possibilita um diagnóstico. Por isso, ela aumenta a probabilidade de acertos na hora de um profissional concluir um diagnóstico'', explica.
Para examinar a íris, iridologistas costumam utilizar equipamentos como lanternas ou lentes de aumento para um exame detalhado. Os achados são geralmente comparados a um gráfico que correlaciona áreas específicas da íris com partes do corpo humano. Esses gráficos, segundo Kaneshiro, dividem a íris em zonas e nem sempre relacionam a mesma porção da íris ao mesmo órgão.
''Consideramos a íris como um relógio, separado pelo lado direito e o esquerdo partindo da pupila que fica ao centro. Perto das 18 horas, por exemplo, bem abaixo, temos como referência o útero da mulher ou o órgão genital do homem. As cores que se localizam lá dentro vão nos ajudar a identificar os possíveis problemas'', diz.
Pela íris, o especialista afirma ser possível encontrar sinais de inflamações, doenças crônicas, adquiridas, além de diversas outras condições como até mesmo um câncer. ''O tom esverdeado dependendo do local e da forma como se apresenta na íris, pode ser sinal de um câncer'', afirma.
Mas nem sempre é possível afirmar com certeza absoluta as informações capturadas pela observação da íris. Kaneshiro explica que doenças oculares entre outros problemas de saúde podem dificultar a observação da íris. ''O branco dos olhos nos revela uma boa oxigenação no corpo. Quanto mais branco, melhor oxigenado o corpo está. Mas a iridologia deve ser utilizada como uma forma de contribuir com o trabalho do profissional da saúde que sempre estará recorrendo a exames específicos que apontarão o diagnóstico correto a respeito do quadro do paciente''.
Formação
Em Londrina, alguns profissionais de saúde tem procurado se especializar em iridologia para atuar juntamente com suas áreas, como médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, etc. Um próximo curso será ofertado pelo Instituto de Pesquisa em Bioenergética (Ipesb) mês que vem. Interessados podem entrar em contato no (43) 3341-4949.

