Na área de Educação Física, os trabalhos com a ledterapia, em geral, são abordados como método de recuperação, ou seja, após o esforço físico. Nesse caso, a técnica tem o objetivo de acelerar o processo, pois a luz vai agir nas células específicas, sobretudo naquelas que foram mais estressadas ou danificadas.
E uma vez estimuladas, essas células aumentam a produção de energia, restabelecem seu equilíbrio energético e a recuperação tecidual é mais rápida. Na prática, é um método que pode ter efeitos similares à crioterapia, técnica de imersão em água fria.
"O LED seria uma modalidade mais fácil. Não tem desconforto e, em alguns segundos, você atinge áreas específicas", observa o educador físico Lúcio Flávio Soares Caldeira, doutorando em Educação Física.
Há dois anos, ele trabalha com a luz de LED e sua linha de pesquisa tem sido os efeitos pré-treino. Ele avalia se pode haver um favorecimento no desempenho do indivíduo. "Ao invés da gente aplicar o LED depois dos eventos esportivos ou exercícios de alta intensidade, aplicamos antes para verificar se essa energia absorvida pode ser utilizada pela célula por um tempo prolongado", comenta.
Caldeira ressalta que o estudo é um ensaio clínico, e a questão não é avaliar o desempenho e sim, a função. "Queremos observar se há a hipótese de aumentar o nível de força, de hipertrofia muscular", diz. Para isso, ele conta com a participação de atletas para sua tese que deverá ser concluído no ano que vem. (M.O.)

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