''O ideal é morrer jovem o mais tarde possível''. É com esta frase bem humorada do antropólogo inglês Ashley Montagu, que o neurocientista e geneticista italiano, Edoardo Boncinelli, de 70 anos, inicia o livro que lançou recentemente em Curitiba ''Carta a um menino que viverá 100 anos - como a ciência nos fará (quase) imortais''.

Professor da Universitá Vita-Salute San Raffaele, em Milão, na Itália, Boncinelli mostra que, com os avanços alcançados, já é possível se falar em um envelhecimento brando e no retardo do processo de degeneração.

Ele defende a tese de que 50% das pessoas da chamada geração Z - nascida na segunda metade da década de 1990 - poderá chegar aos 100 anos. ''A sociedade está mudando e a ciência, a técnica e a medicina deram e continuam a dar passos de gigante, com efeitos antes impensáveis: vivemos mais tempo, envelhecemos melhor e mais lentamente'', afirma.

E vai mais longe, acreditando que a vida pode chegar aos 100 anos para uma boa parte das pessoas que nasceram a partir no início do século passado. Segundo ele, a vida está alongando em um ritmo incrível.

''Nos últimos 40 anos, ganhamos dez anos. Ganhamos um trimestre a cada ano que passa'', destacou. Ele lembrou que em 1.900, a média de tempo de vida era 40 anos. Fazendo uma média, diz, as mulheres devem viver 84 anos e os homens 78.

''O aumento na expectativa de vida é uma revolução silenciosa, mas contínua, que avança todos os dias. No entanto, a proporção de jovens deverá ser menor que a de velhos, gradativamente'', observa o geneticista, que também é autor dos livros ''A ética da vida'', ''O macado inteligente'' e ''Porque não podemos nos declarar darwinistas''.

Leia a reportagem completa de Andréa Bertoldi, em contéudo exclusivo para assinantes da FOLHA.

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