Mudanças reforçam proteção aos bebês
Outra alteração ocorre para a vacina de hepatite A, que passa a ser indicada quando a criança completa 15 meses, podendo ser administrada até os 23 meses. Até então, a vacina, de dose única, era aplicada a partir dos 12 meses.
Segundo o documento, a mudança ocorre pela necessidade de reduzir o número de vacinas injetáveis administradas em uma mesma visita ao posto de saúde e o desconforto para as crianças.
Já a vacina meningocócica C tem a recomendação para a aplicação da primeira dose de reforço antecipada dos 15 meses para os 12 meses, podendo ocorrer até os quatro anos. A medida é uma forma de assegurar uma maior proteção contra a bactéria que causa a meningite já no início do segundo ano do bebê. As duas primeiras doses da mesma vacina permanecem indicadas aos três e cinco meses.
Assim como em outros casos, crianças de 12 meses a quatro anos que não tenham sido vacinas também podem receber a proteção, por meio de uma dose única.
"O mais importante é essa expansão até os quatro anos. Na prática, temos muitas crianças que não estão indo tomar a dose. A ideia é resgatar essas crianças que não tenham sido vacinadas", afirma Ballalai.
O novo calendário também muda o esquema de vacinação contra o HPV, que antes previa três doses. Com a mudança, a vacina passa a ser aplicada em duas doses para meninas de 9 a 13 meses. A segunda dose ocorre seis meses após a primeira.
A alteração ocorre após a baixa adesão de adolescentes à segunda dose da vacina, o que fez com que o governo e associações de saúde tivessem que intensificar a campanha para atingir a meta de vacinar até 80% do público-alvo.
Para Isabela Ballalai, a redução de uma dose deve abrir o debate sobre a possibilidade de ofertar a vacina também para um grupo maior de pessoas que ainda não recebem a imunização, como meninos ou outras faixas etárias, o que aumentaria a proteção. (N.C./Folhapress)




