Mudança no ritmo de vida
O eletricitário Paulo Sérgio Rodrigues, de 53 anos, sempre teve o hábito de fazer check ups anuais. No entanto, no ano passado, os exames que deveriam ter sido feitos em maio só foram realizados em agosto e com os resultados veio um susto. ''Apareceu uma arritmia. Eu não sentia nada, mas o médico disse que era Fibrilação Atrial. Comecei um tratamento com remédios mas não surtiu efeito'', conta. Ele lembra que só foi ao médico por insistência da esposa, que sabia que os exames estavam em atraso.
Depois de um curto período em tratamento e diante dos riscos atrelados à Fibrilação Atrial o cardiologista sugeriu que Paulo fizesse o procedimento da eletrofisiologia. ''Eu não conhecia esta técnica, o médico disse que os riscos eram mínimos então não hesitei'', afirma. Até a realização do procedimento, Paulo mudou seu ritmo de vida. ''Me afastei do trabalho e até as contas de casa eu passei para a minha esposa administrar'', comenta. A vida mais tranquila refletiu inclusive na melhora da qualidade do sono do eletricitário. Paulo acredita que o sedentarismo e o estresse tenham sido as principais causas do problema.
Um mês após o procedimento e curado da arritmia, ele lembra que tinha, sim, um sintoma de que havia algo errado. ''Hoje que eu estou respirando melhor eu percebo que sentia falta de ar antes. Às vezes eu precisava parar de falar para respirar, mas nunca ia imaginar que isso estava relacionado a um problema grave'', destaca.
Para ele, a maior mudança deste período refere-se à qualidade de vida. ''Deixei de me preocupar com o coração. Antes eu só pensava que alguma coisa poderia acontecer comigo e agora estou retomando a minha vida de antes, mas aos poucos'', explica. (M.A.)




