A pneumonia é a terceira causa de morte no mundo e fica atrás apenas das doenças cardíacas e das doenças cerebrovasculares. No Brasil, ela é considerada a quinta causa mais frequente de óbito e os números aumentam ano a ano. Enquanto em 2002, 896 mil pessoas morreram no mundo em função do pneumococo (bactéria que pode causar a pneumonia), as vítimas da doença chegaram a 1,6 milhão no ano de 2012. A diferença entre os índices está diretamente relacionada ao envelhecimento da população, que nem sempre é acompanhado de qualidade de vida.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida atual do brasileiro é de 72,7 anos, e até o ano de 2050 esta média deve ultrapassar os 81,2 anos. Os especialistas afirmam que o envelhecimento aumenta o risco de contaminação pelo pneumococo - bactéria que também pode desencadear septicemia (infecção generalizada), meningite, além de otite (infecção no ouvido) e sinusite.
Uma pesquisa realizada pelas sociedades brasileiras de Geriatria e Gerontologia, Pneumologia e Tisiologia, Infectologia, e pela Associação Brasileira de Imunizações, com apoio da Pfizer, aponta que a cada mil brasileiros com idade entre 70 e 79 anos, 11,9 apresentam pneumonia. Este número sobe significativamente após os 80 anos, quando são registrados 29 casos da doença para cada mil pessoas. O levantamento mostra que morre um a cada 20 adultos que adquirem pneumonia por pneumococo, dois a cada dez adultos que adquirem bacteremia e três a cada dez adultos que adquirem meningite.
Além dos adultos com mais de 50 anos, as crianças com menos de cinco anos também são alvos fáceis das doenças pneumocócicas. Para elas, a imunização é gratuita e está incluída no calendário nacional de vacinação. A médica, membro do Comitê de Imunização da Sociedade Brasileira de Infectologia, Rosana Richtmann, afirma que o perigo do pneumococo é ignorado pela comunidade e que a maioria das pessoas desconhece a existência de uma vacina para adultos e idosos que previne contra as doenças pneumocócicas. ‘‘As pessoas pensam em vacinas apenas para as crianças. A população idosa brasileira não tem o hábito de se vacinar’’, explica. Conforme ela, a maioria das mortes por pneumonia está concentrada na população de mais idade e poderia ser evitada com a imunização. Pesquisas apontam que apenas 2% dos adultos entre 50 e 70 anos são vacinados contra o pneumococo.
O médico pneumologista Nivaldo Fazolo explica que entre 15% e 20% das internações hospitalares causadas por infecções são relacionadas às doenças pneumocócicas e a convalescença dura entre três e quatro meses, um período considerado longo pelo especialista.
O contágio do pneumococo é feito pelo contato com gotículas de saliva expelidas pela pessoa contaminada durante espirros e tosse. ‘’Quando a bactéria entra no organismo, ela procura um lugar para se alojar. A doença que será provocada depende do local onde a bactéria se instala’’, explica. Segundo ele, quando o pneumococo se fixa no pulmão ele causa pneumonia, mas ele pode ficar no sangue e provocar uma bacteremia ou septicemia ou ainda desencadear meningite se for alojado na meninge, a membrana que envolve o cérebro.
Ao contrário do que as pessoas pensam, nem sempre a pneumonia é consequência da gripe. ‘’O que acontece é que a gripe deixa o pulmão suscetível e facilita a infecção pelo pneumococo’’, destaca. Por este motivo, Fazzolo destaca que a imunização anual contra a gripe protege indiretamente o idoso. Apesar da vacina contra a influenza ajudar a prevenir as doenças pneumocócicas, o médico salienta que a melhor proteção se dá através da vacina contra o pneumococo. (A repórter viajou à convite da Pfizer).

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