O efeito das microbolhas não é novidade na medicina. Há mais de duas décadas, estudos in vitro demonstraram que pequenas bolhas, quando colapsam, geram um microjato dessa implosão.
Com o avançar dos estudos, passaram a ser observadas para fins de diagnóstico e agora, pela primeira vez, o foco é na aplicabilidade terapêutica. Para o cardiologista Wilson Mathias Júnior, coordenador-chefe da pesquisa e diretor da Unidade de Ecocardiografia do Incor, o estudo é um salto muito importante, pois deixa a área experimental e passa para um paciente vulnerável, no caso, com infarto agudo.
Com um melhor entendimento e desenvolvimento da técnica, ele acredita que nos próximos sete ou dez anos, a terapia com injeção de microbolhas poderá atender casos de infarto em Unidades Básicas de Saúde ou mesmo ambulâncias.
"É uma possibilidade que não terá altos custos. Obviamente, as empresas estarão de olho para produzir equipamentos menores de ultrassom, sem imagem, que poderão ser utilizados em diferentes locais, para atender emergências até que o paciente seja atendido em um centro de referência", vislumbra. (M.O.)

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