Antes de escolher um método contraceptivo, as mulheres devem ir ao médico para realizar um exame completo, incluindo uma avaliação do útero para saber se não há nenhuma contraindicação. A ginecologista Inês Paulucci acrescenta que em meninas sexualmente ativas e com vários parceiros, não se deve colocar o DIU ou SIU.
"Se ela tem uma doença sexualmente transmissível e o médico colocar o DIU, há um grande risco dessa bactéria (agente) ser levada para dentro da cavidade uterina. Com isso, a chance dela ter uma doença inflamatória pélvica é maior", comenta.
Existem no mercado, dois tipos de DIU. Ambos são dispositivos em forma de T e que uma vez colocados no interior do útero, impedem o encontro dos espermatozoides com o óvulo. O DIU que tem revestimento de cobre pode durar até 10 anos e segundo o ginecologista e obstetra José Bento de Souza, pode aumentar o fluxo menstrual e as chances de ter cólica.
Já o DIU hormonal, também chamado de SIU, impede a gravidez ao liberar o hormônio feminino progesterona, em pequenas quantidades. Além disso, ele protege mais o organismo contra endometriose, anemia, miomas e consequentemente, reduz as cólicas e o fluxo menstrual. Ele tem uma duração média, de cinco anos.
O Implante Contraceptivo também tem progesterona e pode durar cerca de três anos. Ele é colocado embaixo da pele, na face interna do antebraço. Todos esses métodos podem ser inseridos no consultório médico, com sedação ou no caso do implante, com uma anestesia local.
Porém, vale lembrar que se a qualquer momento a mulher quiser engravidar, é possível retirá-los e em um ou dois meses, o ciclo menstrual da mulher já é normalizado. "A mulher precisa se cuidar desde o início da sua idade reprodutiva para que quando quiser ter filhos, não apresentar nenhum problema. Muitas pacientes acham que pelo fato de nunca terem tomado pílula, vão engravidar com facilidade. Isso é um erro. A pílula também protege de uma endometriose ou contra o surgimento de um mioma, assim como os métodos de longa duração", completa Souza.
Ainda de acordo com o especialista, o DIU de cobre está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), já o hormonal (SIU) custa aproximadamente R$ 600 e o implante R$ 500. Ambos têm também os custos de colocação.
Em relação aos efeitos colaterais, os profissionais não veem nenhum impacto significativo, a não ser uma tendência à retenção de líquido. "Ainda mais quando se trata do DIU hormonal, mas isso pode ser facilmente administrado com orientação profissional, ingestão de mais água e a prática de atividade física", garante Inês. (M.O.)

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