Há oito anos, José Pagan, de 45 anos, sofreu um acidente automobilístico. Foram doze dias em coma até ele acordar e descobrir que tinha perdido uma parte da perna direita. ‘’Quando acordei, eu percebi que a perna estava muito leve quando eu tentava mexer, mas não conseguia levantar a cabeça da maca para olhar o que tinha acontecido’’, conta. Ele diz que ao receber a notícia da amputação pela psicóloga do hospital, levou um susto, mas ao mesmo tempo também ficou feliz por ter sobrevivido ao acidente.
Depois de tanto tempo do acidente, José conta que ainda tem algumas sensações no membro perdido. ‘’Sinto coceira e às vezes sinto o dedão do pé. Mexo o dedão do pé esquerdo e parece que o direito também está lá se mexendo’’, comenta. Quando sente o membro amputado coçar, José disse que coça a prótese ou o coto para que a sensação passe.
Atualmente ele usa uma prótese, mas afirma que o processo para colocação da perna artificial foi lento. ‘’Demorou um ano e meio para eu colocar a prótese, fiquei muito tempo com pinos em algumas áreas do corpo que dificultaram o processo’’, explica.
Pagan conta que o processo de adaptação à nova perna foi gradativo e natural. ‘’Eu não tive depressão porque sabia que poderia ter morrido no acidente. Por muito pouco não perdi o pé esquerdo também’’, conta. Apesar do trauma que sofreu, José é uma pessoa bem-humorada que tenta levar uma vida normal. (M.A.)

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