Boas notícias como a queda dos juros e a estabilidade dos índices econômicos, aliadas à chegada de duas universidades motivaram o crescimento do setor imobiliário de Londrina neste ano. Segundo o gerente da Raul Fulgêncio Negócios Imobiliários Ltda, José Ioner Zanoni Jr, a movimentação do mercado imobiliário foi possível com a facilidade na obtenção de financiamentos. ‘‘Isso estimulou a compra de imóveis para moradia ou como forma de investimento’’, disse.
  Para o gerente, o mercado está assinalando uma nova tendência, a da migração de investimentos. ‘‘Antes o consumidor investia em aplicações bancárias, que eram mais rentáveis. Agora, a valorização dos imóveis inverteu a situação’’, afirmou. ‘‘Adquirir um imóvel, hoje, é sinônimo de aplicar seu dinheiro em algo seguro, valorizado e rentável’’.
  Em Londrina, três novos condomínios fechados deverão ser construídos no próximo ano, proporcionando até 400 novos lotes a serem explorados pelas construtoras e imobiliárias regionais. ‘‘Nossos lucros cresceram 15% este ano e a expectativa para o setor imobiliário, não só de Londrina e sim do Brasil inteiro, é crescer e lucrar ainda mais em 2004’’, concluiu Zanoni Jr.
  Para a população de baixa renda estão em fase de construção 1437 unidades habitacionais, que devem ser entregues até o próximo ano pela Companhia de Habitação (Cohab). Neste projeto foram empregados mais de R$ 23 milhões. ‘‘Cerca de R$ 1,3 milhão foram destinados à construção de 264 unidades habitacionais para famílias com renda inferior a três salários mínimos, sendo R$ 797 mil provenientes da Prefeitura de Londrina e R$ 558 mil do Governo do Paranᒒ, explicou o diretor administrativo da Cohab, Augusto Dias Jr.
  Ainda segundo o diretor, o déficit habitacional de Londrina é de oito mil unidades habitacionais. ‘‘Se mantivermos o ritmo de 1.500 habitações por ano poderemos zerar o déficit em seis ou sete anos’’, estima Dias Jr. Segundo ele, desde 1964 a Cohab já construiu 34.420 moradias e urbanizou 4.427 lotes na cidade.

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