A comerciante Cláudia M. O. Lopes Donatti não quer que sua história se repita. É por isso que desde que a filha Heloisa entrou na fase reprodutiva, aos 12 anos, fez questão de levá-la ao ginecologista.
Ela conta que engravidou aos 15 anos porque não usava nenhum método contraceptivo e tampouco teve orientações sobre sexualidade. Cláudia colocou o SIU (sistema uterino chamado também de DIU hormonal) há mais de 10 anos.
"Troco a cada cinco anos. É muito prático e não tem como esquecer", diz. Já Heloisa, agora com 16, colocou há cerca de seis meses como método contraceptivo e também por recomendação médica, já que sofria muito com fortes cólicas.
"O maior alívio para ela foram as cólicas, mas me sinto muito segura sabendo que minha filha está protegida, ainda mais porque ela está namorado e não era muito disciplinada com a pílula. Sempre quis que ela fosse bem orientada e por isso a levei no médico. A decisão de colocar o SIU partiu dela", revela.
Aliás, a escolha do método vai muito além das afinidades e da adaptação. Deve-se levar em consideração a história clínica e as necessidades individuais. De acordo com Cristina Guazzelli, professora associada livre-docente de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), "o aconselhamento médico é fundamental na escolha do método contraceptivo, dando-lhe informações sobre eficácia, modo de ação, frequência e facilidade de uso, efeitos colaterais e vias de administração. Depois dessa orientação, a mulher pode exercer seu direito de escolher o método de acordo com seu estilo de vida". (M.O.)

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