A Doença de Still do Adulto é considerada uma versão grave da Artrite Idiopática Juvenil, que ocorre em crianças e adolescentes. É uma doença autoimune, inflamatória, crônica e rara – que atinge menos de uma pessoa para cada 100 mil. Por conta da baixa incidência, são poucos os centros de pesquisa que estudam a doença. De causa desconhecida, a doença tem tratamento e, de acordo com a médica reumatologista Tatiane Mayumi Veiga Iriyoda, o principal objetivo da terapia é controlar os sintomas da artrite. Em casos mais graves podem ser necessários alguns medicamentos que inibem o sistema imunitário. "Os medicamentos biológicos são o que há de mais novo e podem ser indicados dependendo da situação em que se encontra o paciente", afirma a médica.
As principais características da doença são dores nas articulações, manchas cor de salmão na pele e febre. Alguns pacientes ainda apresentam dores de garganta e abdominais, inchaço e aparecimento de nódulos por conta de alterações nos gânglios linfáticos. São raros os casos de morte por conta da doença, mas isso pode acontecer se o paciente desenvolver uma hepatite. De acordo com a médica, o diagnóstico é clínico e pode ser confirmado por exame de sangue.
Estudos apontam que em cerca de 20% dos pacientes os sintomas desaparecem depois de um ano e não voltam mais. Para cerca de 30%, os sintomas vão e voltam, de forma esporádica, e em cerca de 50% os indícios permanecem e a doença se torna crônica. Segundo Tatiane, uma das complicações é a destruição das articulações, que provoca a perda dos movimentos. (M.A.)

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