O acidente que mudaria a vida do jovem acadêmico de Direito (na época), Vinicius Rosa, aconteceu no dia 21 de novembro de 2011 quando ele foi atingido na cabeça por um pedaço de um reboco que se desprendeu do teto da faculdade onde ele estudava, em Rolândia.
O acidente causou um grave quadro de traumatismo crânioencefálico. ''O edema cerebral era grave, a ponto de o paciente apresentar sinais de hipertensão intracraniana, que é a última fase antes de o cérebro morrer. Ele estava evoluindo para uma lesão irreversível'', explica o neurocirurgião Luiz Henrique Garcia Lopes.
Desde então, a família de Vinicius Rosa passou a conviver com um verdadeiro drama que parecia sem fim. No início, o jovem chegou a ficar em coma. Depois da primeira cirurgia realizada no dia seguinte ao acidente, a espera pela recuperação do cérebro do estudante parecia interminável. ''Foram momentos muito difíceis, mas não temos dúvidas de que um milagre o salvou. Acho que o doutor Luiz não faz ideia do quanto ele foi usado por Deus'', diz emocionada e feliz a mãe do jovem, Sandra Regina Gimenez Rosa.
Rosa precisou ficar cerca de dois meses em casa num recolhimento absoluto até que o seu cérebro voltasse ao normal, pois estava sem parte do crânio, somente com a pele protegida por curativos. Durante esse período, qualquer movimento brusco sobre sua cabeça ou qualquer tipo de infecção poderia ser fatal para sua recuperação. ''Se a gente colocasse a mão em sua cabeça dava para sentir o cérebro pulsar. Foram dias delicados e a cada dia uma expectativa de melhora'', comenta a mãe.
Hoje, o jovem está praticamente recuperado, mas como a colocação da prótese aconteceu há pouco tempo, ele ainda precisa ingerir medicamentos e aguardar uma melhora total antes de iniciar rotinas muito desgastantes ou atividade física, por exemplo. Apesar de não ter ficado com sequelas graves, Rosa perdeu um pouco do paladar e também o olfato. Mesmo assim, está feliz e também se sente tranquilo por não lembrar de quase nada de como foram os instantes anteriores ao acidente.
''Me sinto renascido. Vejo a vida com outros olhos agora. Mudei, mas continuo sendo o mesmo rapaz que quer trabalhar, colar grau do meu curso de Direito e também casar. Não tenho dúvidas de que isso tudo que aconteceu foi um milagre e fico feliz por ter me recuperado bem'', afirma.(F.B.)

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