'Mão-pé-boca' acomete crianças de até 5 anos
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Fernanda Borges <br> Reportagem Local <br> 
No mês passado, o pequeno Joaquim, 3 anos, apareceu em casa reclamando de muita dor de garganta e a família imaginou que fosse só uma infecção comum. No dia seguinte, o menino sentia fome mas não conseguia se alimentar. A dor constante fez com que os pais o levassem para o hospital onde foi diagnosticada a síndrome mão-pé-boca, doença causada por um vírus chamado Coxsackie (variedade A16). Depois do diagnóstico, o menino precisou faltar às aulas para se recuperar e também para evitar o contágio entre os alunos da escolinha.
Assustada com a doença e sem saber do que se tratava, a avó de Joaquim, Ana Ribas Fortes, começou a buscar na internet informações sobre a doença. ''Fiquei preocupada porque nunca tinha ouvido falar. Quando entrei na internet percebi que tinha vários pais mandando perguntas para especialistas tentando entender melhor do que se tratava'', conta.
A médica pediatra do Hospital Infantil de Londrina, Maria Aparecida Sans Ferreira Azevedo, explica que o nome diferente - mão-pé-boca - se dá porque a doença tem sintomas bem característicos: pequenas bolhas avermelhadas na palma das mãos, na sola dos pés e na região da boca e garganta. Segundo ela, o problema raramente acomete adultos porque estes já contam com boa imunidade. A pediatra lembra que, no caso das crianças, é importante a manutenção de uma boa higiene em todos os aspectos para evitar não só essa doença, mas outras viroses também.
''Sempre alertamos para evitar compartilhar objetos entre crianças e também higienizar os utensílios próprios, além de lavar sempre bem as mãos da criança'', diz.
A síndrome mão-pé-boca é muito comum entre crianças com idade até 5 anos. Os surtos mais frequentes são no outono e final da primavera. De acordo com a médica, o período da incubação é de quatro a seis dias e a criança manifesta uma frebre variável, estomatite (aftas) e gânglios aumentados no pescoço.
''Na sequência começam a surgir manchas, como pequenas bolhas, mas que não são dolorosas e depois somem fácil também. O maior problema é que é muito angustiante para a criança, que sente muita dor ao comer. A criança até tem vontade de se alimentar, mas não consegue'', ressalta a médica.
Repouso
A família de Joaquim foi orientada a tratar do menino com antialérgico, um spray específico para aliviar as dores na garganta e retirá-lo do contato com outras crianças. Durante o tratamento, a pediatra lembra ainda que é muito importante a ingestão de bastante líquido. ''Neste tipo de doença o próprio organismo vai restabelecer a saúde da pessoa. Acomete crianças porque elas ainda não têm seu sistema imunológico totalmente desenvolvido'', finaliza.

