Mais tranquilo e seguro
A cirurgia por videolaparoscopia ocorre por meio de uma punção que possibilita a entrada de uma lente ótica acoplada a uma microcâmera. "Você transmite essa imagem interna para um monitor de televisão e através das outras punções manipula o instrumental cirúrgico em várias incisões de um centímetro", afirma o cirurgião Milton Ogawa. Desse modo, a cirurgia se torna minimamente invasiva e com redução de 50% das complicações.
Basicamente, a técnica é benéfica ao paciente por não ocasionar exposição dos órgãos abdominais ao meio ambiente, uma vez que não exige um corte grande no local. "O fato de não haver exposição desses órgãos, não ter a incisão que causa dor, trauma, estresse ao paciente e, consequentemente, um sangramento muito menor, reflete em uma melhor recuperação no pós-operatório", explica o proctologista Miguel Pedroso.
Segundo ele, preservar a parte imunológica garante ao paciente mais energia e mais condição de "brigar" contra uma célula neoplásica que está dentro do abdômen ou contra um processo infeccioso.
Além disso, o tempo de internação pós-operatória com a videolaparoscopia é em média dois dias. Já para aqueles que são submetidos à técnica convencional, o período de hospitalização é entre 10 e 11 dias.
Milton Ogawa ressalta que existe uma tabela no Sistema Único de Saúde para este tipo de cirurgia. "Porém, ela mal remunera o gasto que você tem para ligar esses aparelhos todos. Realizo todas as cirurgias por videolaparoscopia, independentemente se são pacientes da rede pública, pois tenho o equipamento, assim como muitas outras clínicas e médicos. Hoje não se admite mais operar a vesícula abrindo a barriga. Por vídeo é mais tranquilo e seguro", enfatiza. (M.O.)




