A relações públicas Roberta Bernine, de 31 anos, sempre teve o hábito de pesquisar na internet sobre saúde. Qualquer sintoma diferente do normal já era motivo para preocupação e nova consulta ao ''Dr. Google''. ''É claro que nunca me automediquei. Sempre procurei me inteirar dos sintomas para tirar qualquer dúvida posteriormente numa consulta médica. Não sei se é mania, avalio mais como uma precaução'', ressaltou.
Com um filho pequeno, ela diz que agora que a preocupação mudou. Tudo agora se refere ao menino. ''Se tem algum resultado de exame dou uma verificada na internet para saber mais do que se trata. Depois quando o médico for analisar o que consta no papel já vou mais preparada, sabendo do que se trata'', completou.
Entretanto, segundo ela, como aparecem diversas doenças que podem ser atreladas a determinados sintomas, o bom senso sempre deve prevalecer nesta ''avaliação prévia''. ''Vejo quais são os resultados e sempre aparece algo grave. Por isso é importante antes de qualquer decisão, sempre consultar o médico. Pode até ser engano, mas se ficar muito desconfiada corro para o hospital mais próximo para averiguar. É melhor fazer isso do que se medicar por conta própria'', conta.
Por isso, destaca o médico geriatra Rubens de Fraga Júnior, não adianta os profissionais torcerem o nariz para o fato dos pacientes consultarem a internet e chegarem mais informados às consultas. ''Discutimos no Congresso Brasileiro de Clínica Médica de no Congresso Brasileiro de Geriatria realizados nos últimos meses. Antes o médico apenas receitava um medicamento e não era questionado. Hoje isto mudou. Os pacientes entram na internet, buscam uma série de informações e, na próxima consulta, voltam muito mais envolvidos no assunto. Existe a realidade da internet e não podemos negar, embora nem todos os profissionais saibam lidar com isso''.
Para ele, a relação médico-paciente se transformou. ''O paciente de agora é mais um parceiro, que sempre vai às consultas mais informado''. (R.C.Jr.)

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