O diagnóstico de infecção pelo HPV faz com que muitas mulheres acreditem que terão câncer de colo de útero. De acordo com a coordenadora do curso de enfermagem da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Maria Elisa Wotzasek Cestari, muitas pessoas não sabem que apenas alguns tipos de vírus podem causar a doença. ''Há muitas dificuldades conjugais porque as pessoas desconhecem que o vírus pode ter um período de latência de até vinte anos. A ação dele no organismo depende das condições de imunidade da pessoa'', destaca.
Maria Elisa alerta que a orientação adequada das mulheres diagnosticadas com a doença é fundamental para que tenham tranquilidade. ''A mulher com HPV apresenta necessidade de cuidados nas suas relações familiares'', enfatiza.
Atualmente, alguns grupos de alunos e professores da UEL desenvolvem pesquisas sobre o HPV. Uma delas é denominada ''Diagnóstico Molecular do HPV: Prevalência e Genotipagem Viral da população na região Norte do Paraná''. O estudo está sendo desenvolvido na área da Medicina. ''O objetivo do trabalho é identificar os tipos de vírus HPV que são mais comuns na região de Londrina'', explica a coordenadora do projeto, Karen Brajão de Oliveira.
A pesquisadora afirma que o grupo vai utilizar material coletado de 500 mulheres que procurarem o Hospital das Clínicas e as Unidades Básicas de Saúde (UBS) para fazer os exames ginecológicos preventivos.
As mulheres também vão responder um questionário que vai auxiliar na identificação dos fatores que aumentam o risco de desenvolver HPV e o câncer de colo de útero. ''Os resultados alcançados com a pesquisa podem auxiliar na elaboração de estratégias direcionadas para a prevenção do HPV na região'', salienta Karen. A pesquisa deve ser concluída em dois anos. (M.A.)

mockup