Londrinense busca opções seguras de lazer durante pandemia
Parques e áreas públicas alternativos são pontos de visitação em período de férias; infectologista explica como minimizar os riscos de transmissão da Covid-19
PUBLICAÇÃO
domingo, 10 de janeiro de 2021
Parques e áreas públicas alternativos são pontos de visitação em período de férias; infectologista explica como minimizar os riscos de transmissão da Covid-19
Laís Taine - Grupo Folha 

Ainda que a orientação seja evitar sair de casa por causa da pandemia de coronavírus, nesse período em que muitas famílias estão de férias, a procura por formas seguras de lazer tem aumentado. Na primeira semana do ano, o Lago Igapó, na área central, tem recebido mais visitantes que o habitual. Tentando evitar aglomeração, alguns londrinenses optam por outros espaços ao ar livre, mas como os parques Jardim Botânico, Mata dos Godoy e Arthur Thomas estão fechados, as praças e áreas públicas se tornaram alternativa para alguns.
A médica infectologista Dayse Souza de Pauli afirma: “A forma segura é não sair de casa. O que a gente consegue é, com algumas medidas, minimizar os riscos de transmissão”, explica. Para isso, é preciso buscar horários alternativos, evitar locais com muitas pessoas, sempre usar e trocar a máscara de três em três horas, não parar para conversar e evitar consumir alimentos ou bebidas sem o devido distanciamento.

PIQUENIQUE COM MÁSCARA
De Pauli orienta ainda que os piqueniques devem ser feitos apenas com pessoas que já vivem na mesma casa, não convidar amigos e parentes fora dessa convivência interna. E adverte sobre o risco de ficar muito tempo sem máscara, mesmo seguindo as orientações acima. “Se for piquenique, tem que ser em um lugar bem afastado de todo mundo. Usar máscara e só tirar na hora da alimentação, a questão é que ninguém come em menos de 15 minutos, então já é de risco aumentado”, afirma.
Isso porque, ao tirar a máscara, o risco, que já não era zero, pode subir para médio de acordo com o tempo de exposição e se durante esse período a pessoa estava falando, gritando ou cantando. “É possível minimizar os riscos seguindo as orientações, mas não vamos zerar. Por isso a recomendação é evitar sair. Se for, vai muito cedo ou à noite, em outros horários e locais, porque é sério. As pessoas estão cansadas de ficar em casa, mas a situação é grave. Andar de máscara é ruim, mas ter que usar máscara de oxigênio depois é muito pior”, destaca.

EM CASO DE SUSPEITA
Para aquelas pessoas que manifestaram sintomas ou que há suspeita, não há medidas: tem que ficar em casa mesmo antes do resultado. “Muitas pessoas só fazem isolamento depois do resultado positivo, até aí o vírus já circulou. A partir do momento que eu tenho uma suspeita, eu tenho que ficar isolado.” Outra informação é que o exame, positivo ou negativo, deve ser avaliado pelo médico, pois alguns testes podem trazer o resultado incompatível se não for realizado no período correto.
INTEGRAÇÃO COM A NATUREZA
O personal trainer Vitor Leone, 37, utiliza o espaço externo do Jardim Botânico para se exercitar e trabalhar. Na rotina, percebe que o período de férias tem levado mais pessoas aos ambientes que promovam integração com a natureza. “À tarde, têm famílias passeando e, final da tarde, quem vem se exercitar. Aumentou a procura por ambientes mais abertos e até mesmo buscar locais fora da cidade para fazer trilha, rappel, montanhismo”, observa.

SEM AGLOMERAÇÃO
Do outro lado da cidade, no Lago Cabrinha, zona Norte, Antônio Aparecido Machado, 58, tirou uma manhã para pescar com o neto. “Moro aqui perto, no Milton Gavetti, e é a segunda vez que a gente vem aqui, nós também vamos no Lago Norte. É mais para ele brincar, sair de casa, bom para o neto e para o avô”, ri o auxiliar de serviços gerais aposentado. Para ele, é uma maneira prática e segura de manter a saúde. “É melhor o parque do que o shopping. Só tem nós dois aqui, não tem aglomeração, bem mais tranquilo, a gente vem fora do horário de pico”, explica.

ANO MAIS SAUDÁVEL
A praça Nishinomiya (Leste) também costuma ser um espaço que recebe visitantes. Jéssica Lima, 24, não está de férias do trabalho, mas começou o ano se exercitando. “Comecei hoje e tinha prometido que teria um ano mais saudável”, menciona. A atendente conta que no início da pandemia foi difícil manter a saúde mental e que ficar o tempo todo dentro de casa “enlouquece”, por isso, vê que nesse período de descanso muitos não vão ficar o tempo todo em isolamento. “As pessoas já vão sair de casa de qualquer forma, já que vão sair, que seja em local aberto e com poucas pessoas para não ficar aglomerado”, opina.


