Imagem ilustrativa da imagem Londrinense busca opções seguras de lazer durante pandemia
| Foto: Gustavo Carneiro - Grupo Folha

Ainda que a orientação seja evitar sair de casa por causa da pandemia de coronavírus, nesse período em que muitas famílias estão de férias, a procura por formas seguras de lazer tem aumentado. Na primeira semana do ano, o Lago Igapó, na área central, tem recebido mais visitantes que o habitual. Tentando evitar aglomeração, alguns londrinenses optam por outros espaços ao ar livre, mas como os parques Jardim Botânico, Mata dos Godoy e Arthur Thomas estão fechados, as praças e áreas públicas se tornaram alternativa para alguns.

A médica infectologista Dayse Souza de Pauli afirma: “A forma segura é não sair de casa. O que a gente consegue é, com algumas medidas, minimizar os riscos de transmissão”, explica. Para isso, é preciso buscar horários alternativos, evitar locais com muitas pessoas, sempre usar e trocar a máscara de três em três horas, não parar para conversar e evitar consumir alimentos ou bebidas sem o devido distanciamento.

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| Foto: Lais Taine - Grupo Folha

PIQUENIQUE COM MÁSCARA

De Pauli orienta ainda que os piqueniques devem ser feitos apenas com pessoas que já vivem na mesma casa, não convidar amigos e parentes fora dessa convivência interna. E adverte sobre o risco de ficar muito tempo sem máscara, mesmo seguindo as orientações acima. “Se for piquenique, tem que ser em um lugar bem afastado de todo mundo. Usar máscara e só tirar na hora da alimentação, a questão é que ninguém come em menos de 15 minutos, então já é de risco aumentado”, afirma.

Isso porque, ao tirar a máscara, o risco, que já não era zero, pode subir para médio de acordo com o tempo de exposição e se durante esse período a pessoa estava falando, gritando ou cantando. “É possível minimizar os riscos seguindo as orientações, mas não vamos zerar. Por isso a recomendação é evitar sair. Se for, vai muito cedo ou à noite, em outros horários e locais, porque é sério. As pessoas estão cansadas de ficar em casa, mas a situação é grave. Andar de máscara é ruim, mas ter que usar máscara de oxigênio depois é muito pior”, destaca.

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| Foto: Lais Taine - Grupo Folha

EM CASO DE SUSPEITA

Para aquelas pessoas que manifestaram sintomas ou que há suspeita, não há medidas: tem que ficar em casa mesmo antes do resultado. “Muitas pessoas só fazem isolamento depois do resultado positivo, até aí o vírus já circulou. A partir do momento que eu tenho uma suspeita, eu tenho que ficar isolado.” Outra informação é que o exame, positivo ou negativo, deve ser avaliado pelo médico, pois alguns testes podem trazer o resultado incompatível se não for realizado no período correto.

INTEGRAÇÃO COM A NATUREZA

O personal trainer Vitor Leone, 37, utiliza o espaço externo do Jardim Botânico para se exercitar e trabalhar. Na rotina, percebe que o período de férias tem levado mais pessoas aos ambientes que promovam integração com a natureza. “À tarde, têm famílias passeando e, final da tarde, quem vem se exercitar. Aumentou a procura por ambientes mais abertos e até mesmo buscar locais fora da cidade para fazer trilha, rappel, montanhismo”, observa.

Vitor Leone, personal trainer: "Aumentou a procura por ambientes mais abertos"
Vitor Leone, personal trainer: "Aumentou a procura por ambientes mais abertos" | Foto: Lais Taine - Grupo Folha

SEM AGLOMERAÇÃO

Do outro lado da cidade, no Lago Cabrinha, zona Norte, Antônio Aparecido Machado, 58, tirou uma manhã para pescar com o neto. “Moro aqui perto, no Milton Gavetti, e é a segunda vez que a gente vem aqui, nós também vamos no Lago Norte. É mais para ele brincar, sair de casa, bom para o neto e para o avô”, ri o auxiliar de serviços gerais aposentado. Para ele, é uma maneira prática e segura de manter a saúde. “É melhor o parque do que o shopping. Só tem nós dois aqui, não tem aglomeração, bem mais tranquilo, a gente vem fora do horário de pico”, explica.

"Só tem nós dois aqui, não tem aglomeração, bem mais tranquilo, a gente vem fora do horário de pico”, explica Antônio Aparecido Machado, que foi pescar com o neto no Lago Cabrinha
"Só tem nós dois aqui, não tem aglomeração, bem mais tranquilo, a gente vem fora do horário de pico”, explica Antônio Aparecido Machado, que foi pescar com o neto no Lago Cabrinha | Foto: Lais Taine - Grupo Folha

ANO MAIS SAUDÁVEL

A praça Nishinomiya (Leste) também costuma ser um espaço que recebe visitantes. Jéssica Lima, 24, não está de férias do trabalho, mas começou o ano se exercitando. “Comecei hoje e tinha prometido que teria um ano mais saudável”, menciona. A atendente conta que no início da pandemia foi difícil manter a saúde mental e que ficar o tempo todo dentro de casa “enlouquece”, por isso, vê que nesse período de descanso muitos não vão ficar o tempo todo em isolamento. “As pessoas já vão sair de casa de qualquer forma, já que vão sair, que seja em local aberto e com poucas pessoas para não ficar aglomerado”, opina.

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