Em pouco mais de uma semana a enfermeira Fernanda Jorge Giovine, de 33 anos, descobriu um caroço na região do pescoço e foi diagnosticada com Linfoma de Hodgkin, um câncer no sistema linfático. A identificação do tumor se deu no início do mês de julho e, na semana passada, ela enfrentou a primeira sessão de quimioterapia. Segundo especialistas, o diagnóstico precoce e o início rápido do tratamento favorecem a possibilidades de cura de Fernanda. As estatísticas apontam que a incidência de cura deste câncer é de 80%, um índice elevado se comparado a outros tipos de cânceres.

O médico hematologista Luís Gabriel Fernandes Turkowski explica que este tipo de câncer apresenta uma menor quantidade de células tumorais do que os demais e ele também estimula a multiplicação de células saudáveis. "Isso já faz com que a doença apresente um bom prognóstico", esclarece.

Para ser considerado Linfoma de Hodgkin, a biopsia realizada com material do paciente precisa apontar a presença de uma célula específica, identificada como "Reed Stemberg". Os linfomas que não apresentam esta célula, cerca de 50 tipos, são identificados como Não-Hodgkin. A ausência dela interfere diretamente no tratamento e nas expectativas de cura do paciente.

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