Há cerca de um ano e meio, a estilista Silvia Dorê riu quando foi convidada a participar do grupo Lapidar, em Londrina. "Confesso que só ouvia dizer que o Hare Krishna era um pessoal alternativo, bicho-grilo mesmo. Esse era o termo. Não me imaginava saindo cantando mantra", diz.
No entanto, Silvia revela que nos últimos anos vinha buscando um pouco de conhecimento em algumas religiões, mas sem se aprofundar. "Eu estava agregando informação, aprendendo um pouco em cada lugar, pois a palavra espiritualidade de certa forma sempre me interessou", relata.
E apesar do riso inicial, ela não hesitou em experimentar o novo. "Temos nos reunido aqui no meu espaço de trabalho, uma vez por semana. Só ganhei com isso, porque esses momentos estão trazendo iluminação para o ambiente. Todo mundo que vem está imbuído de boa vontade", comenta.
Silvia acrescenta que, estando no mundo da moda, "não teria que viver necessariamente em um universo fútil ou só de consumo". "Fazemos exercícios de respiração, estudamos as lições e conversamos também sobre o dia a dia. Tudo tem feito muito sentido para mim. Estou conseguindo resolver problemas porque passei a focar na solução. Minha vida empresarial começou a andar melhor, assim como em casa e com os amigos", afirma.
Hoje, Silvia mantém o riso, mas por ter descoberto a si mesma. Ela passou a cantar os mantras fora dos encontros e, no final de semana, é o primeiro desejo que tem ao despertar. "Libera a criatividade, traz paz e confiança. No corpo, as mudanças são sutis, mas sentimos diferença. Tudo está em harmonia", conclui. (M.O.)

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