Em busca de leis mais rígidas que desestimulem as pessoas a fumar foi criada a Aliança de Controle do Tabagismo. A organização não governamental (ONG) atua em parceria com instituições da sociedade civil organizada de várias áreas de atuação e articula um trabalho em rede que inclui questões sociais, de gênero, agricultura e assuntos referentes à infância, juventude e saúde relacionados ao uso, produção e acesso ao tabaco. "Atuamos em cima das políticas públicas. Estamos sempre de olho na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e nas leis que estão sendo debatidas a este respeito", comenta Paula Johns, diretora da Aliança.
Nos últimos anos algumas conquistas foram comemoradas pelas entidades que lutam contra o tabagismo. Para Paula, o aumento do preço e do imposto sobre o tabaco, a proibição total da publicidade deste tipo de produto e a lei que determina ambientes livres de fumo são as principais políticas já aprovadas. "Agora estamos apoiando uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proíbe aditivos de sabores nos cigarros", complementa.
Conforme a diretora da ONG, a redução no número de tabagistas no Brasil se deve a um conjunto de políticas públicas adotadas pelo País nas últimas décadas. Apesar disso, ela acredita que falta mais atenção do governo federal para este assunto. "Achamos que está tudo muito parado. Na nossa opinião, ainda tem muito o que melhorar no setor de legislação em torno do cigarro; esta questão não está sendo prioridade para os legisladores e isso está atrasando a evolução do País nesta questão", critica.
A última pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o assunto foi realizada em 2008. Os ativistas do controle do tabagismo esperam ansiosamente pela nova pesquisa que será realizada e divulgada ainda neste ano. (M.A.)

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