Uma das preocupações dos especialistas é com a geração de jovens que cada vez mais faz uso de fones de ouvido, pois com a evolução dos aparelhos eletrônicos, a potência dos equipamentos de som possibilita maiores níveis de volume e com melhor correção de eventuais distorções. Isso significa que eles podem ouvir música em altos volumes e com boa qualidade.
Uma pesquisa realizada pelas docentes da Unopar, Paula Gibrim e Luciana Marchiori, mostra um pouco dessa relação entre o ruído e a audição dos jovens. Em 2010, foram entrevistados 48 estudantes, com idade entre 13 e 18 anos, em uma escola estadual em Londrina.
A maioria (83,3%) afirmou utilizar o fone de inserção ligado ao telefone celular e apenas 16,7% optavam pelo modo viva voz. Do total, 85% revelou um breve conhecimento dos riscos quanto à exposição de ruídos por meio dos fones de ouvido e danos à audição.
No entanto, em relação à intensidade, apenas 13 jovens tinham o hábito de escutar música abaixo de 85 dB e 35 afirmaram ouvir acima de 85 dB, com mediana de 95,8 dB e, exposição média diária de duas horas.
"O volume citado pela maioria é inaceitável porque incide diretamente no nosso ouvido. Os jovens não imaginam que a longo prazo isso pode prejudicar", ressalta Luciana. As pesquisadoras reconhecem que a falta de cuidados com a audição também está relacionada ao fato da perda auditiva não se manifestar durante os primeiros anos de exposição ao ruído. (M.O.)

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