Investimento do SUS na área cresceu 18%
Os governos do Paraná e federal alegam que estão intensificando os esforços na prevenção e no tratamento do câncer.
Márcia Cecília Huçulak, superintendente de atenção à saúde da Secretaria de Estado da Saúde, aponta que a prevenção é trabalhada nos programas da pasta. No Saúde do Homem, por exemplo, são abordados procedimentos preventivos do câncer de próstata e a diminuição do tabagismo.
No Saúde da Mulher, os exames de mama estão entre os eixos principais. O Estado recentemente adquiriu três mamógrafos com estereotaxia, a um custo de R$ 3,5 milhões (recursos de emendas parlamentares e do Tesouro do Estado), a serem utilizados no Hospital Universitário de Maringá e nos consórcios locais de saúde de Cascavel e Londrina. Na unidade maringaense, o equipamento já está sendo utilizado. Nas outras duas cidades, os mamógrafos devem estar disponíveis até junho. O custeio dos três equipamentos deve somar R$ 1 milhão por mês, segundo a superintendente.
"Além disso, desde 1997, temos o programa de prevenção do câncer de colo de útero. Hoje, são realizados 60 mil exames preventivos por mês em todo o Estado. O tratamento de lesões precursoras é feito em parceria com os consórcios", relata Márcia. No tratamento, a secretaria estimula a rede de serviços para a realização de quimioterapia, radioterapia e cirurgias, como na destinação de R$ 6 milhões para as obras do Hospital do Câncer de Umuarama.
O Ministério da Saúde informou, em nota enviada à FOLHA, que o investimento em oncologia no Sistema Único de Saúde (SUS) foi de R$ 2,8 bilhões entre janeiro e novembro de 2013, crescimento de 18% em relação a 2012 e 49% sobre 2010.
"Os recursos federais incluem gastos com cirurgia, quimioterapia, radioterapia e medicamentos, além de gastos relacionados ao rastreamento dos cânceres de colo do útero e de mama: exame citopatológico e mamografia", diz a nota.
Segundo o ministério, atualmente 278 hospitais realizam diagnóstico e tratamento de câncer em todo o Brasil dentro do SUS. "De 2010 a 2012, o número de procedimentos de radioterapia realizados na rede pública aumentou 17%, chegando a 8,8 milhões. Esse índice deverá crescer ainda mais com a compra este ano de 80 aceleradores lineares que serão entregues a 65 municípios. Os novos aparelhos, cujo investimento por parte do Ministério da Saúde foi de R$ 500 milhões, resultarão em uma expansão de 25% na oferta do tratamento", informou a nota.
O Ministério da Saúde informou ainda que o número de sessões de quimioterapia realizadas pelo SUS em 2012 foi 15% maior do que o registrado em 2010, e que no ano passado o investimento na oferta de medicamentos para o tratamento de câncer foi de R$ 318,8 milhões. (F.G.)




