Intuição: um despertar para a cura
Estudiosos da física quântica acreditam que o ato de observar-se e de permitir ouvir a ''voz'' da intuição é um caminho para a solução de respostas e problemas não só do cotidiano, mas para uma vida toda. O terapeuta holístico e cirurgião dentista Sydney Meana, de Petrópolis (RJ) lembra de diversos casos na história da humanidade em que o homem teve a intuição como protagonista de suas descobertas. Para ele, apesar de ainda ser considerada um fenômeno misterioso, a intuição é um despertar para a solução de muitas doenças físicas e mentais.
Original do latim, a palavra ''intuitus'' significa visão, informação sobre qualquer assunto, acontecimento ou problema. Meana completa ainda que a intuição é algo que flui para as pessoas de maneira espontânea, sem esforço. Na visão do terapeuta, por meio dela, é possível encontrar respostas para os mais variados problemas.
''Quando realmente damos a oportunidade para nos conectar com o universo, chegamos à conclusão de que o homem tem propriedades que ainda desconhecemos. A intuição nos faz aprofundarmos muito mais num processo de cura diante dos pacientes'', diz o terapeuta, que participou de evento promovido pelo Ippeas, em Londrina.
Meana lembra nomes de cientistas importantes que foram responsáveis por grandes descobertas que, para ele, são resultado da intuição como: Niels Bohr (modelo do átomo); Mendeleev (classificação periódica dos elementos) e Henri Poincaré (funções automórficas). ''Grandes homens e mulheres fizeram grandes descobertas porque aprenderam a observar, a sonhar. É importante saber analisar esses símbolos e muitos inventores obtiveram sucesso em suas invenções baseando suas estruturas em sonhos'', diz.
Ainda segundo o terapeuta, a intuição é difícil de ser explicável e trata-se de uma força invisível que todos possuem, mas a maioria insiste em mantê-la soterrada. ''Cientistas contemporâneos, como Einstein, se viram obrigados a abandonar o modelo intelectual materialista, antes adotado, para pesquisar as estruturas e energias mais profundas do mundo e da vida. Médicos da antiguidade estudavam os sonhos para ajudá-los em seus diagnósticos. Depende de cada pessoa descobrir a sua intuição, precisamos aprender a sonhar e a observar'', finaliza. (F.B.)




