Desconforto no estômago, dores no peito que podem irradiar para braços, mandíbulas e costas, e que durem mais de 20 minutos. Estes podem ser os primeiros sinais de um infarto agudo do miocárdio.
Em algumas pessoas, os sintomas podem vir associados com falta de ar, síncope ou, mesmo, se mostrarem de forma muito sutil, especialmente em mulheres, idosos e diabéticos.
"Hoje, no Brasil, temos mais de 300 mil casos de infarto por ano, e é preciso estar atento aos fatores de risco, como obesidade, tabagismo, doenças cardiovasculares e sedentarismo. O primeiro passo começa sempre com prevenção", ressalta o cardiologista intervencionista Ederlon Nogueira, do Hospital do Coração de Londrina.
Dados do Datasus revelam que a doença é responsável por cem mil óbitos registrados anualmente no País, sendo a primeira causa de morte. De acordo com Nogueira, cerca de 35% dos atendimentos na Unidade de Emergência do Hospital do Coração de Londrina são relacionados à síndrome coronariana aguda, dos quais cerca de 15% são casos de infarto.
"Existe uma regra no infarto de que ‘tempo é músculo cardíaco’. Então, a prioridade é abrir a artéria e entrar com uma gama de medicações para diminuir esse sistema de coagulação. Quanto mais tempo com a artéria fechada, mais o músculo cardíaco vai morrendo", afirma.
Ainda de acordo com o especialista, o infarto pode levar a três tipos de tratamento atualmente, sendo a colocação de stent (angioplastia primária), revascularização cardíaca ou tratamento clínico com medicamentos e programa de reabilitação. "Em alguns casos, os procedimentos poderão ser combinados", completa. (M.O.)

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