Inconsciente trabalha de forma terapêutica
Apesar das características de vida individuais serem de extrema importância na hora de buscar entender os sonhos, alguns temas são coletivos. Um exemplo é a lua. "Na civilização ocidental a lua é feminina, isso é algo que está impresso na nossa mente. Dependendo do sonho em que a lua aparece, a pessoa está sonhando com o feminino", observa a psicóloga analítica junguiana Sonia Vaz. Ela explica que há sonhos mais comuns em determinadas épocas da vida, como sonhar que está caindo ou que está voando. "Quem está em crescimento ou se desenvolvendo sexualmente geralmente sonha que está caindo. Sonhar que está voando também tem a ver com o desenvolvimento sexual e com o desejo de pertencer a alguma coisa espiritual", destaca.
Os sonhos recorrentes, presentes na rotina de muita gente, são uma forma do inconsciente dar ênfase para uma situação que precisa ser entendida pelo indivíduo. Esses sonhos podem estar relacionados com momentos de mudança e o encerramento de um ciclo. "No momento que estamos fechando um ciclo e abrindo outro nós precisamos superar algumas situações. Em alguns casos estes sonhos são ligados a traumas que precisam ser revividos para serem desgastados e elaborados", contextualiza Sonia.
A psicóloga Denise Tinoco destaca que alguns sonhos são denominados compensatórios. "Uma pessoa que se acha muito importante, que representa um papel social de destaque e que tem um sentimento de superioridade muito grande pode sonhar que é o oposto daquilo, como um mendigo, por exemplo", salienta. Conforme ela, o inconsciente trabalha de uma forma terapêutica buscando integrar aspectos que muitas vezes a pessoa não quer enfrentar, mas que precisam ser superados. (M.A.)




