Inclusão social para portadores de esquizofrenia
PUBLICAÇÃO
domingo, 09 de outubro de 2011
Redação FolhaWeb 
Dois milhões de brasileiros convivem hoje com a esquizofrenia, doença que por muitos anos foi comparada à loucura. Pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Esquizofrenia (Abre) em parceria com o Programa de Esquizofrenia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) revela que a doença - que ainda tem origem desconhecida - pode ser tratada e os portadores podem levar uma vida normal.
O psiquiatra da Unifesp, Rodrigo Bressan, lembra que a causa da doença é uma combinação de fatores que envolve desde a predisposição genética até alterações químicas e ambiente em que o indivíduo vive. ''A doença se caracteriza pela dificuldade que a pessoa apresenta de diferenciar a realidade e suas crenças e percepções. O fato é que existem alterações na química cerebral que são tratadas com antipsicóticos, por isso é possível controlar os sintomas e prevenir recaídas permitindo, assim, que o portador possa levar uma vida normal e produtiva'', diz.
Mas além dos medicamentos, uma iniciativa que envolve arte e literatura tem colaborado para que os portadores de esquizofrenia possam levar uma vida normal, favorecendo sua reintegração à sociedade. Leia na reportagem de Fernanda Borges.
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