Imunização de adulto é um desafio
Com o sistema imunológico mais suscetível, os idosos precisam de atenção redobrada com a pneumonia.
O tema ganha ainda mais relevância se considerarmos que o impacto das doenças pneumocócicas tendem a crescer, uma vez que a idade média da população mundial está aumentando. No Brasil, a expectativa de vida já chega aos 74,6 anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Além dessa condição, uma pesquisa realizada pela GfK HealthCare aponta que 87% dos 504 brasileiros entrevistados, entre 50 e 70 anos, acreditam que não correm o risco de contrair pneumonia. Do total, 41% ainda afirmam estar fora do risco por ser vacinado contra a gripe. Vale lembrar, porém, que a vacina influenza não protege contra doenças pneumocócicas.
A infectologista Rosana Richtmann, doutora em Medicina pela Universidade de Freiburg (Alemanha) e médica das Comissões de Controle de Infecção (CCIH) do Instituto de Infectologia Emília Ribas, ressalta que a imunização no paciente adulto ainda é um desafio no Brasil e que com o surgimento de bactérias resistentes aos antibióticos, muitas vezes as opções terapêuticas ficam reduzidas. "A palavra de ordem é a prevenção", diz.
Também é relevante afirmar que nos adultos que apresentam alguma outra doença, o risco da bactéria pneumococo aumenta bastante. Diante dessa realidade, a consciência de Marina Diaz Garcia de Única, de 82 anos, se torna um bom exemplo.
Ela mora em Londrina há 60 anos e monitora constantemente os problemas cardíacos e respiratórios. "Tenho que cuidar da minha saúde e como sei que meu pulmão tem uma fragilidade, fico atenta, me cuido bastante e vou sempre ao médico. Na última visita, perguntei sobre as vacinas pensando em me prevenir e a doutora me indicou a de pneumonia", conta.
Marina foi internada há quatro anos com pneumonia e agora, imunizada com as vacinas VPC13 e VPP23, diz se sentir "muito mais segura". "Ainda mais com o frio chegando. Já passei por isso e tenho medo de pegar uma pneumonia novamente. Todo cuidado que eu puder tomar, vou fazer", afirma.
Segundo Richtmann, ainda não há previsão da Prevenar 13 chegar à rede pública, mas ela afirma que já está na agenda de conversa do CCIH. Nas clínicas particulares, a vacina tem valores variáveis, mas o custo aproximado é de R$ 250 reais.




