Aos 51 anos, a dona de casa Filomena Maria Bernei dos Santos repassa, a todos os amigos e familiares, uma lição que aprendeu diante de muito sofrimento. Em 2012, ela se submeteu a uma cirurgia para retirada do rim direito e agora precisa tomar todo cuidado possível com o esquerdo.
"Foi um aprendizado. A gente não pode se automedicar em nada. Não dá para ser negligente com nossa saúde. Durante muitos anos, tomei um anti-inflamatório forte para aliviar as dores na coluna e essa minha indisciplina me trouxe grandes problemas. Apesar do volume de informações, não imaginava que isso pudesse acontecer", desabafa.
A história de Filomena exemplifica bem o comportamento de milhares de brasileiros. Ela conta que ao invés de marcar uma consulta com o médico, buscava sempre uma solução imediata. "Há cinco anos, tive uma dor muito forte e o ortopedista me receitou um anti-inflamatório. O remédio era muito bom e a dor sumia na hora. Foi aí que aprendi a usá-lo. Ia na farmácia toda vez que a dor aparecia e isso passou a ser uma rotina", comenta.
Em pouco tempo, descobriu que tinha uma pedra no rim direito. Esse foi o começo de um longo período de internação. "Em seguida, detectou-se uma infecção no rim. Tive que tomar antibiótico por meses e ficar internada com um dreno até que ele (rim) praticamente parou de funcionar. Estava apenas com 10%", lembra.
Após a retirada do órgão, Filomena se recuperou bem, seguindo todas as recomendações. Porém, ela nunca mais poderá tomar anti-inflamatórios. "Recentemente escorreguei e quebrei o pé. A dor era insuportável, mas não podia ser medicada. Tive que buscar outras medidas. Fiz fisioterapia durante um longo período, fiquei de repouso e com gelo dia e noite. Foi muito difícil", diz.
Hoje, todo cuidado é pouco. Ela faz exames completos a cada quatro meses, ingere de dois a três litros de água por dia, só faz refeições saudáveis e não consome nada de sal. "Com certeza dou mais valor à minha saúde agora e me medicar sozinha, nunca mais", conclui. (M.O.)

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