HU de Londrina realiza cirurgia em pacientes com incontinência urinária
Instituição é a única pública do interior do PR a colocar o esfíncter urinário artificial em homens
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 16 de março de 2020
Instituição é a única pública do interior do PR a colocar o esfíncter urinário artificial em homens
Reportagem local 
O Hospital Universitário da UEL (Universidade Estadual de Londrina) é o único hospital público do interior do Paraná a colocar o esfíncter urinário artificial em homens. Trata-se de um dos procedimentos feitos em pacientes que sofrem com incontinência urinária. No último sábado (14) foi celebrado o Dia Mundial da Conscientização sobre Incontinência Urinária.

A incontinência urinária é a perda involuntária de urina, que ocorre em homens e mulheres de várias idades (principalmente em idosos), durante um esforço físico ou de forma emergencial (quando vem a vontade de urinar e a pessoa não consegue adiar).
O urologista do HU-UEL, Silvio Maia, fala sobre os impactos negativos que a incontinência pode causar na vida daqueles que sofrem com o problema. “Além de muitas vezes as pessoas precisarem de vestimentas especiais, como fraldas ou absorventes, elas costumam sentir muita vergonha, culpa e medo de estarem atrapalhando os outros. Muitas acabam entrando até em depressão”, disse.
Um dos procedimentos feitos em quem tem incontinência urinária é a cirurgia do esfíncter urinário artificial. Maia explica que o esfíncter é um aparelho colocado na uretra do paciente, que pode assim controlar quando quer urinar. A pessoa aperta um botão quando quer urinar e depois aperta novamente para que o esfíncter se feche e impeça a perda involuntária da urina.
Segundo informações da assessoria do HU, em outros hospitais públicos do interior do Paraná, a cirurgia para colocar esse aparelho é feita apenas em mulheres. Já no HU de Londrina esse procedimento pode ser feito em ambos os sexos e independente da idade do paciente. “O HU começou a fazer essa cirurgia em 2000 e, até hoje, colocamos em torno de 200 esfíncter”, conta o urologista.
Além disso, o médico explica sobre a durabilidade do aparelho: “Geralmente, após uns 10 anos da cirurgia, o esfíncter ainda está funcionando em média 80%. Apesar disso, com o passar do tempo, pode ser que a funcionalidade dele diminua e seja necessário fazer alguns reajustes. Mas em geral, ele não costuma dar nenhum tipo de problema e as pessoas ficam com ele por anos”.
Maia também esclarece que, ao longo dos anos, o problema da incontinência urinária cresceu muito em todo o mundo e isso se deve porque as pessoas estão envelhecendo mais e o problema é mais comum em idosos. Além disso, ele enfatiza que a causa tem tratamento e que, diante dos sintomas, é importante procurar um posto de saúde ou um urologista, para que o médico indique o tratamento mais adequado para cada situação.
PRINCIPAIS TIPOS
De acordo com informações da Sociedade Brasileira de Urologia, os principais tipos de incontinência são:
– Incontinência urinária aos esforços: perda urinária ao fazer esforço, como tossir, espirrar, carregar pesos ou levantar-se. É causada pelo enfraquecimento do esfíncter urinário e das estruturas que sustentam a uretra e a bexiga.
– Incontinência urinária de urgência: perda de urina acompanhada ou precedida pela sensação de urgência para urinar. Na maior parte das vezes não há uma causa aparente.
FATORES DE RISCO
Estima-se que a chance de apresentar incontinência urinária após os 70 anos seja 4 a 5 vezes maior do que na faixa etária de 20 a 40 anos. Ter muitos filhos, antecedente de cirurgias ginecológicas, diabetes, obesidade e a presença de doenças neurológicas são outros fatores que predispõem à doença. Nos homens, além da idade, cirurgias na próstata são o principal fator de risco.

