O Hospital Regional Unimed Londrina realizou um procedimento inédito na América Latina para o tratamento de arritmias cardíacas. O procedimento combina o estudo eletrofisiológico — exame que identifica alterações na atividade elétrica do coração — com a ablação por cateter, técnica utilizada para eliminar os circuitos responsáveis pelas arritmias. O diferencial está no uso de um novo cateter que aplica energia de campo pulsado diretamente no tecido cardíaco.

A intervenção, realizada no no dia 16 de junho, foi conduzida pelo cardiologista e cooperado da Unimed Londrina, Claudio Caetano de Faria Junior, com apoio das equipes médicas e de enfermagem do hospital.

O paciente submetido à nova técnica já havia realizado uma ablação para fibrilação atrial no passado, mas apresentou recorrência tardia da arritmia. O procedimento inédito durou aproximadamente uma hora. “Com apenas uma aplicação de energia no circuito específico da arritmia, conseguimos eliminar o problema de forma definitiva. É uma técnica que oferece muita segurança e apresenta eficácia superior a 90%”, afirma o cardiologista.

As arritmias cardíacas ocorrem quando os impulsos elétricos do coração apresentam alterações, provocando batimentos irregulares, acelerados ou lentos. Entre os tipos mais comuns está a fibrilação atrial, condição que pode afetar até 20% das pessoas acima de 65 anos e aumentar o risco de complicações graves, como o acidente vascular cerebral (AVC).

Avanço importante

Segundo Faria Junior, o tratamento por estudo eletrofisiológico e ablação já é amplamente utilizado na medicina, mas a nova tecnologia representa um avanço importante. “Estamos tendo a oportunidade de realizar esse procedimento com uma tecnologia inovadora, que utiliza energia de campo pulsado. Trata-se de um tipo de energia eletromagnética que produz lesões mais eficientes e seguras nos circuitos responsáveis pelas arritmias cardíacas”, explica.

Diferentemente das técnicas convencionais, que utilizam calor (radiofrequência) ou frio (crioablação) para destruir os tecidos causadores da arritmia, a energia de campo pulsado atua de forma seletiva. “Ela cria uma lesão específica no músculo cardíaco, sem afetar estruturas ao redor do coração. Além disso, produz lesões mais profundas e definitivas no circuito da arritmia”, destaca o cardiologista.

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Mapeamento tridimensional do coração

A tecnologia utilizada no hospital emprega o cateter Farapoint, que realiza aplicações ponto a ponto, permitindo tratar diferentes tipos de arritmias complexas, como fibrilação atrial, flutter atrial e taquicardia atrial.

Para garantir precisão durante todo o procedimento, a equipe utilizou um sistema de mapeamento tridimensional do coração. Nele, os cateteres registram a atividade elétrica cardíaca e criam um modelo virtual em 3D, que orienta a navegação dos médicos em tempo real. “Isso nos permite localizar exatamente onde a arritmia está sendo gerada e posicionar o cateter com precisão de cerca de um milímetro para realizar o tratamento”, explica.

(Com informações da Assessoria da Unimed Londrina)

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