Mais de quatrocentos milhões de pessoas no mundo têm o funcionamento do fígado comprometido por conta da infecção por hepatite. A doença que mais preocupa as autoridades é transmitida por vírus, mas ela também pode ser provocada pelo uso de medicamentos, álcool e outras drogas. O Ministério da Saúde aponta que 33 mil novos casos de hepatites virais são registrados no País anualmente. No mundo, a hepatite C é a que mais acomete as pessoas, aproximadamente 3% da população mundial. Um levantamento da Organização Mundial de Saúde (OMS) indica que 350 milhões de pessoas são portadoras crônicas de hepatite B e outros 170 milhões da hepatite C. No Brasil, estimativas apontam que 2,3 milhões de pessoas têm hepatite, sendo 800 mil do tipo B e 1,5 milhão do C.
Conforme o médico gastroenterologista Pedro Humberto Perin Leite, os vírus das Hepatites B e C demoram cerca de 20 anos para se manifestar no organismo e quando isso ocorre é porque a doença já causou vários problemas ao paciente. Ele explica que estes são os dois tipos mais preocupantes da doença porque são responsáveis por 80% dos casos de câncer de fígado e cirrose hepática no mundo. "Estes dois tipos de hepatite são assintomáticos e geralmente são descobertos quando vários danos já foram causados ao organismo", salienta o médico. Além disso, muitos pacientes morrem na fila de espera por um fígado e a cirurgia de transplante é arriscada e apresenta risco de morte.
O gastroenterologista explica que as hepatites B e C são transmitidas pelo sangue. Segundo ele, pessoas que fizeram transfusão de sangue antes de 1993 devem fazer exames para identificar se estão infectadas pela hepatite. "Antes desta data, o sangue das transfusões não era testado para hepatite, por isso esta recomendação é geral", destaca. (M.A.)

Imagem ilustrativa da imagem Hepatites B e C são as mais graves
mockup