Hanseníase segue como desafio de saúde pública, alerta SBD
Doença infecciosa crônica tem cura e tratamento gratuito pelo SUS, mas ainda enfrenta obstáculos como o diagnóstico tardio e o estigma social
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Doença infecciosa crônica tem cura e tratamento gratuito pelo SUS, mas ainda enfrenta obstáculos como o diagnóstico tardio e o estigma social

Apesar dos avanços no diagnóstico e no tratamento, a hanseníase segue como um importante desafio de saúde pública no Brasil. Doença infecciosa crônica, causada pelo Mycobacterium leprae, tem cura e tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas ainda enfrenta obstáculos como o diagnóstico tardio e o estigma social. Para ampliar a conscientização da população e estimular a identificação precoce dos sinais, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) integra e apoia as ações do Janeiro Roxo 2026, Campanha Nacional dedicada à prevenção e ao combate da Hanseníase.
Entre 2014 e 2024, o Brasil registrou 275.118 novos casos da doença, mantendo-se como o segundo país com maior número de registros no mundo. Embora tenha ocorrido uma queda aproximada de 33% na taxa de detecção de casos novos, o país permanece em nível alto de endemicidade, com retomada do crescimento após a pandemia, o que indica diagnóstico represado.
Adultos em idade produtiva
A doença atinge principalmente adultos entre 30 e 59 anos, em idade produtiva, com maior ocorrência entre homens. A persistência de casos em menores de 15 anos indica transmissão ativa e recente, reforçando a importância da vigilância e do diagnóstico precoce.
“A hanseníase pode ser silenciosa no início, mas sem tratamento adequado pode causar danos neurológicos permanentes e incapacidades físicas evitáveis. Manchas na pele com alteração de sensibilidade não devem ser ignoradas. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de cura sem sequelas”, destaca a secretária-geral da SBD, Regina Carneiro.
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Sinais, transmissão e tratamento
A hanseníase se manifesta, principalmente, por manchas na pele com diminuição ou perda de sensibilidade, além de formigamentos, dormência, fraqueza muscular e nódulos. O diagnóstico é clínico e deve ser realizado por profissionais capacitados, com destaque para o papel do médico dermatologista.
A transmissão ocorre por contato próximo e prolongado com pessoas não tratadas. Após o início do tratamento, o paciente deixa de transmitir a doença. O tratamento é feito com poliquimioterapia, dura de seis a doze meses, é gratuito pelo SUS e pode ser realizado sem afastamento das atividades cotidianas.
Enfrentamento
A Sociedade Brasileira de Dermatologia mantém atuação permanente no enfrentamento da hanseníase, em parceria com o Ministério da Saúde e instituições regionais, contribuindo para ampliar o acesso ao cuidado dermatológico em todo o país.
Ao identificar manchas na pele com alteração de sensibilidade ou outros sinais suspeitos, a SBD orienta procurar uma unidade de saúde ou um dermatologista pelo SUS. Para localizar um especialista associado à SBD, acesse: www.sbd.org.br/localizador.
(Com informações da assessoria da SBD)





